No folclore atual, a maçã conservou seu antigo emprego nupcial: na Sérvia, uma jovem que recebe a maçã do amado fica ipso facto comprometida; na Croácia, o noivo, após trocar o anel, dá uma maçã à noiva.
No Montenegro, a sogra oferece uma maçã à jovem esposa, que deve jogá-la sobre o telhado da casa do marido; se cair bem, o casamento será abençoado e haverá filhos.
Próximo a Taranto, no jantar de núpcias, cada convidado toma uma maçã, entalha-a com uma faca, coloca uma moeda de prata no corte e oferece tudo à noiva, que morde a maçã e retira a moeda.
O termo mala (maçãs) chegou a designar os dois testículos, devido ao laço antigo entre a maçã iniciática dada pelo homem e o sacramento sexual administrado à mulher.
Mulheres estéreis entre os Kara-kirguizes vão rolar debaixo de um pomar solitário para obter filhos.
No cantão de Argóvia (Suíça), ao nascer um menino planta-se um pomar (para menina, uma pereira), e acredita-se que a criança crescerá ou definhará com a árvore, sobrevivência de uma criação iniciática pelas maçãs.
O rito do “grande mondardo” na região de Orleães: fazia-se um homem de palha (continha a substância divina do pomar), colocava-se no pomar mais antigo até a colheita das maçãs, depois era queimado ou jogado na água, e quem colhia o primeiro fruto tornava-se o novo “grande mondardo”.