Psiquê, convencida de que havia chegado ao fim de sua sorte, dirigiu-se a uma torre alta de onde pretendia se lançar — mas a própria torre falou e lhe revelou o caminho até o submundo: devia ir a Tênaro, nos confins de Lacedemônia, levar dois bolos de cevada com mel em ambas as mãos e duas moedas na boca, passar em silêncio pelo carregador coxo com seu burro, dar uma moeda ao barqueiro Caronte, ignorar o morto flutuante que pediria socorro, não tocar na teia que velhas tecelãs lhe ofereceriam para ajudar, dar um bolo ao enorme cão de três cabeças que guardava o limiar do palácio de Prosérpina e, ao retornar, repetir o procedimento em ordem inversa.
Tênaro — cabo no sul do Peloponeso onde se acreditava existir uma entrada para o submundo
Caronte — barqueiro do submundo que transportava as almas dos mortos mediante pagamento
Cérbero — cão de três cabeças que guardava as portas do reino dos mortos