Os mitos fundadores do touro no
Egito deixam claro que, desde seu nascimento, o touro traz confusão — o texto egípcio diz: “Sou o macho da masculinidade / Deslizei para fora do fluxo entre suas coxas… Escapei em seu sangue. Sou o mestre da vermelhidão. Sou o Touro da Confusão, minha mãe Ísis me gerou… Tomei forma, cresci, me arrastei, me movi rastejando, cresci, me tornei alto… A inundação foi que me ergueu… Sou o bebê nas Águas Primordiais.”
Com a chegada do touro, a desrazão governa e a confusão reina: erótica, heroica, cívica, destrutiva — e talvez também criativa
O mito persa da criação diz que Ahura Mazda cria um touro chamado Gosh antes de criar o herói Gayomart — e deles vêm todas as coisas do mundo: terra, águas, árvore, estrelas, lua, sol e boi
Em Lascaux, na parede da caverna, há um touro gigante com todos os tipos de outros animais traçados em seu grande corpo — se Lascaux representa onde a pintura começa, o touro recebe o posto de prima inter pares
Na Índia, Nandi, que carrega Shiva em seu dorso, é o senhor de todas as criaturas de quatro patas — não o leão é o rei; é o touro que mantém as bestas vivas