Segundo Nilsson e Guthrie, os mitos gregos são descritos conforme o viés pessoal do escritor e os horizontes espirituais de uma época, e Dioniso — figura profundamente paradoxal — oferece aos comentadores uma variedade de perspectivas e atributos.
Nietzsche enfatiza os aspectos extáticos, excessivos, bárbaros, titânicos e até criminosos
Harrison, que se considera discípula de Nietzsche nesse aspecto, toma primeiro o Dioniso sofredor e embriagado, mas o identifica com a força vital instintual de Bergson
Kerényi aponta repetidamente para o vinho, a vida vegetativa e a zoe
Nilsson destaca a criança
Rohde enfatizou a conexão com Hades, os mistérios e o culto das almas
Otto coloca a loucura em primeiro plano, mas a toma como expressão de uma antítese interna — Dioniso, o deus que mantém vida e morte juntas
Grant o considera o “irracional irresistível” e integra os mitos e o culto em torno dessa perspectiva
Dodds e Guthrie colocam em primeiro plano a liberdade e a alegria — esquecer-se de si mesmo, de sua condição, de suas diferenças
Jeanmaire combina alegria com festivais, vinho e um culto agrário do povo por meio de um arcaico culto da árvore ou da vegetação
Pode-se ainda partir da bissexualidade não heroica do deus, ou de seu thiasos — Dioniso não aparece sozinho, mas é um deus com uma comunidade