O instinto, como muitas palavras psicológicas de uso cotidiano — alma, humano, emoção, espírito, consciência, sentimento —, é mais uma metáfora do que um conceito, talvez uma ideia no sentido original do termo, onde significava “ver”, permitindo tanto observar certos comportamentos de fora quanto penetrá-los de dentro.
Se Pã é o deus da natureza “aqui dentro”, então ele é o instinto — mas, assim como não é todos os deuses, também não é todo o instinto.
Ao instinto foram atribuídos o melhor e o pior da natureza humana — o que aponta para o modo de abordá-lo aqui.
Quais aspectos do instinto Pã representa só pode ser discernido a partir do estudo de sua fenomenologia.