A chave é a música — som; Sírinx, Eco e Pitys, que suspira ou geme quando o vento sopra pelos pinheiros conforme Nono, são os sons da natureza, e as ninfas refletem a natureza para o ouvido, ensinando a escuta, e a escuta detém a compulsão.
Além da música e da dança, há as atividades protetoras e escudantes de Pã; além do vínculo com Nike e com Atena — ter Penélope como mãe e Odisseu como pai, como contam algumas tradições, implica Atena —, há a semente paterna de Hermes, ou Zeus, Apolo, Cronos, Urano, Éter ou Odisseu, cada um apresentando um modo de espírito reflexivo.
Há também o motivo de seu acordar cedo e seu aparecimento em pinturas em vasos junto com a aurora — o irromper do dia.
Mais significativo talvez do que qualquer uma dessas imagens de consciência reflexiva é o fato de que Pã aparece nas representações artísticas repetidamente como observador — ali ele está, sentado, inclinado ou agachado, em meio a eventos nos quais não participa, mas nos quais é um fator subjetivo de atenção vital.
Wernicke diz que Pã serve para despertar o interesse do observador, como se ao olhar para uma pintura com Pã ao fundo, fosse-se o próprio Pã observador.