A relação entre Hermes e as ninfas é um dado da tradição clássica que posiciona o deus como senhor das ocasiões e companheiro de divindades da natureza.
Oferenda de Eumeu às Ninfas e a Hermes na Odisseia.
Convivência com Silenos em grutas profundas segundo o Hino Homérico a Afrodite.
Nutrição de crianças divinas e participação em danças corais.
Hermes como eterno senhor das ocasiões femininas em vez de servidor.
Hermes atua como acompanhante constante de tríades femininas em relevos que revelam o mistério da fecundidade selvagem.
Associação com as três Graças na Acrópole de Atenas.
Manifestação do feminino em figuras separadas que derivam de uma divindade trimorfa original.
Revelação do mistério das profundezas das grutas, fontes e montanhas.
Conexão com Deméter e Perséfone nos bosques sagrados.
Versões pré—olímpicas apresentam Hermes como filho de Urano e Hemera, possuindo um caráter priápico despertado pela visão de uma deusa.
Mitologema da primeira evocação do princípio puramente masculino pelo feminino.
Localização do evento na Grécia setentrional.
Natureza noturna de Hermes em tensão com a luminosidade diurna de Hemera.
O ser primordial andrógino reflete a união original entre Hermes e Afrodite, onde a masculinidade é ativada por uma deusa evocadora.
Afrodite como irmã de Hermes na linhagem de Urano.
Culto cipriota de Afrodito como aspecto masculino da própria deusa.
Hermafrodito concebido como filho da união ou aspecto original do deus antes da excitação masculina.
Brimo aparece como a divindade trimorfa que unifica as figuras de Deméter, Perséfone e Hekate no encontro primordial com Hermes.
Propércio e o relato das núpcias sagradas nas águas do lago Bebeide.
Brimo como a deusa virginal que provoca e exige a virilidade.
Hermes como o deus—servidor da mulher primordial.
A relação de Hermes com as águas e fontes remete ao seu papel de amante secreto e senhor das águas virgens.
Fonte com peixes sagrados em Faras.
Ermas que indicam o caminho para fontes na Arcádia.
Estátua de Hermes em Ainos pescada no mar.
Hekate como parceira de Hermes ou do Tritão itimorfo.
Hekate representa o aspecto mais hermético da divindade primordial, compartilhando com Hermes funções de guia de espíritos e proteção de portas.
Hekateia construídos sobre base triangular.
Sacrifícios de focáceas e incenso realizados na lua nova.
Proteção das estrebarias e concessão de riqueza ao lado de Hermes.
Conciliação entre o erotismo e a esfera das almas no mundo grego setentrional.
A forma itifálica das ermas tem origem nos mistérios de Samotrácia e nos ensinamentos dos pelágios sobre a origem da vida.
Testemunho de Heródoto sobre a adoção da forma pelos atenienses via empréstimo pelágio.
Poesia de Calímaco referente ao relato mistérico dos tirrenos.
Localização da esfera geográfica entre Samotrácia e o lago Bebeide.
A base quadrada das ermas constitui uma expressão arquetípica da totalidade e do enraizamento ctônico no fundamento do mundo.
Quadrado como forma de expressão da totalidade divina radicada no solo.
Uso do quadrado em monumentos sepulcrais e no lado ctônico das moedas gregas.
Zeus Teleios em Tegeia como exemplo de totalidade realizada pelo matrimônio.
Paralelismos com o culto de Príapo na Frígia revelam a conexão entre o princípio vitalizador e o reino da morte.
Príapo como filho de Hermes em tradições recentes.
Local da morte e da vida como definição do campo de ação priápico.
Função de conduzir e reconduzir as almas mencionada por Petrônio.
O monumento de Lisandra em Esmirna ilustra a esfera de Hermes e Hekate como fonte primordial de imortalidade.
Presença de cães e figuras de Psiquê com asas de borboleta.
Serpente que recorda os mistérios do trono de Deméter.
Psiquês masculinas que entregam símbolos de imortalidade a uma mulher morta.
Falos de pedra como geradores perpétuos e origem eterna da vida.
O conceito de sêmen como alma na época arcaica vincula o elemento fálico à origem da imortalidade.
Vaso ático representando a queda de sêmen como borboletas em direção ao voo da alma.
Nome grego para mariposa (phalaina) como forma feminina de falos.
Imortalidade concebida sob o aspecto do elemento móvel masculino.
A visão da origem da vida nos mistérios de Samotrácia confere uma dimensão atemporal ao ser através do símbolo fálico.
Abertura de uma quinta dimensão além do tempo e do corpo.
Os Cabiros como divindades masculinas centrais nos mistérios samotrácios.
Representação do Kabirion de Tebas com a linhagem de Kabiros, Pais, Pratolaos e Mitos.
O cabirismo de Hermes fundamenta sua função de mensageiro e guia de almas na mediação entre morte e vida.
Iniciação de Hermes nos inferos para assumir a carga de mensageiro.
Purificação da Angelos pelos Cabiros no lago Aquerúsio.
Caduceu com serpentes entrelaçadas como símbolo da mediação entre os reinos.
Linhagem dos arautos (kerykes) em Elêusis vinculada ao deus.
A etimologia de Hermes deriva da pedra erguida (herma), servindo como suporte e símbolo primordial da ideia dos Cabiros.
Hermaias como derivado da pedra individual colocada em pé.
Identidade entre procriador e procriado na masculinidade absoluta.
Hermes como o Cabiro jovem, Kasmilos, ou como o progenitor Barburas.
Hermes é identificado com o Cabiro jovem em Imbros, representando a masculinidade em sua mobilidade lúdica e protótipo do efebo.
Culto em Imbros dedicado a Hermes Imbramos.
Inscrição de conhece—te a ti mesmo no Hermes de Alcamenes.
Papel de protetor da juventude masculina nas palestras.