O nome de outra esposa de Prometeu, Axiótea, o conecta com os Cabiros — cujos nomes arcaicos (Axieros, Axiokersos, Axiokersa) contêm a mesma invocação ritual arcaica axios (“digno”).
A inscrição de Imbros atesta, numa invocação dos Cabiros, a série hesíodica dos grandes Titãs, filhos de Urano, com exceção do Oceano: Coios, Crios, Hipérion, Iápeto, Cronos; no século VI a.C. o teólogo e poeta órfico Onomácrito havia identificado os Titãs com os Cabiros e atribuiu o assassinato e o desmembramento da criança Dioniso aos Titãs.
Segundo a lenda da fundação do Cabírion perto de Tebas, havia outrora naquele local uma cidade habitada por homens chamados Cabíreos — e a Prometeu e a seu filho Etneo, Deméter trouxe os mistérios; Etneo (“o Etneu”) só pode ser Hefesto (após seu monte siciliano), aqui mencionado como um Cabiro.
Assim Prometeu, que entre os Titãs era apenas o filho de Iápeto, um mero arauto e figura de segundo plano, revela-se o mais venerável dos Cabiros, seu pai e ancestral — e seu culto em Atenas reflete a mesma relação com Hefesto: os dois deuses eram cultuados junto com Palas Atena no antigo recinto sagrado da Academia, e um antigo relevo na entrada do santuário representava Prometeu como o mais velho, Hefesto como o mais jovem.