Os Titãs eram deuses — os deuses anteriores, próteroi theoí —, filhos da Terra Gaia e de Urano, e como deuses e filhos do Céu pertenciam ao polo divino-celestial da cosmologia bipartida.
A Titanomaquia, poema épico atribuído a Eumelos de Corinto ou a Arcinos de Mileto, não foi preservado — mas obras de literatura arcaica, epopeias mitológicas, adquirem particular importância porque a maioria dos Titãs não tinha culto na Grécia.
Hesíodo expressa a visão mitológica do mundo dos gregos por meio da genealogia — e a resposta de sua Teogonia é que quase todos os Titãs acabaram sob o chão, no mais profundo ventre da terra, sob o Tártaro, onde nenhum culto podia alcançá-los; daí o estranho caráter polar “filho-do-Céu-subterrâneo” que é característico dos Titãs.
Walter F. Otto escreve: “Há muitas indicações de que o nome Titã adquiriu a conotação de 'selvagem', 'rebelde', ou mesmo 'malvado' por oposição aos Olímpicos, aos quais os Titãs cederam apenas após uma luta.”
Menoitios — filho de Iápeto junto com Atlas, Prometeu e Epimeteu — é um representante exemplar do Titanismo: Zeus com seu raio o lança, o hybristḗs, ao érebos, a eterna escuridão do submundo, por causa de sua atasthalíē e de sua virilidade exuberante.