Um vocábulo sagrado pré-indo-europeu, Sw LL ou Sw R, encontra-se surpreendentemente conservado na pronúncia do francês: SOIR.
-
Termo sideral ligado à ideia de brilho e de Além celeste; especializou-se, como muitos outros, no sentido de Estação do ano solar e Astro solar a partir da agricultura: Sol (latim), Surya (sânscrito), Hélios (grego), Iliou (celta), Sonne, Sun (germânico), o Soleil.
-
No entanto, seu sentido original parece ser noturno: Sere (latim) significa 'ao cair da noite', tardiamente, donde o francês Soir, que guarda uma coloração poética.
-
SWaR está ligado à Via Láctea, que, no mito indiano, é o leite cósmico do qual nosso universo surgiu, o leite da Vaca primordial SwoRa-Bhi.
-
A SwoRa-Bhi corresponde Sware, Hera grega, cuja forma antiga é também Bo-ôpis, 'Rosto de Vaca', e cuja Via Láctea é o leite que jorrou com violência no espaço quando ela tentou amamentar o gigante Hera-Klès.
-
Essa imagem bovina, que reina soberana nas entidades siderais egípcias, como Hátor, explica-se pela presença, nas vizinhanças da Via Láctea, da constelação do Touro, setor celeste de primeira grandeza nos ritos mais antigos que conhecemos de “Passagem do Ano”.
-
Hera-Klès/Her-Clé/Her-cules, o Gigante com a Clava, também está ligado à passagem da Via Láctea e ao setor celeste Sirius-Órion-Touro, ponto de referência para o reajuste das lunações.
-
Sw.R dá seu nome à estrela mais brilhante de todo o céu, estrela onde a Via Láctea parece tomar sua fonte para elevar-se no céu, na constelação do Cão: Seirios, Sirius, a estrela Sirius, em grego “a cintilante”.
-
A forma egípcia WSwR, Ousir, interpretada em grego como Osíris, é inseparável do mesmo setor Sirius-Órion, ponto de passagem das almas em seu trajeto cósmico após a morte.