NAMORO E MATRIMÔNIO

KRAMER, Samuel Noah. The sacred marriage rite: aspects of faith, myth, and ritual in ancient Suméria. Bloomington: Indiana University Press, 1969.

O Casamento Sagrado: Corte e Matrimônio

O capítulo aborda seis poemas sobre o cortejo pré-nupcial do casal sagrado, apresentando cinco versões diferentes do romance, com poetas inventando e improvisando detalhes livremente.

A rejeição inicial de Dumuzi por Inanna e a intervenção de Utu

Uma versão do namoro pré-nupcial conta que Inanna, na verdade, rejeita inicialmente Dumuzi, o pastor, em favor de seu rival, Enkimdu, o agricultor, sendo necessários argumentos e persuasão de Dumuzi para que ela mudasse de ideia.

A insistência de Utu e a fúria de Dumuzi

Na sequência do poema, Utu insiste que sua irmã se case com o pastor, não com o agricultor, elogiando a qualidade do creme e do leite de Dumuzi.

A reconciliação e o convite para o casamento

Após o discurso de Dumuzi, ele se alegra na margem do rio, mas então o agricultor Enkimdu se aproxima, colocando Dumuzi novamente em um estado de espírito agressivo, pronto para iniciar uma briga na estepe.

As dúvidas sobre a linhagem e como são resolvidas

Em um poema publicado recentemente, Inanna argumenta com seu amante que, se não fosse por sua mãe, irmã, pai e irmão, Dumuzi seria perseguido nas ruas e na estepe, sem um teto sobre a cabeça.

A necessidade da aprovação paterna e o encontro no gipar

Segundo outro conto de namoro, Inanna sente a necessidade de pedir a aprovação de seu pai, Sin (o grande deus-lua de Ur), antes de se entregar ao seu amante, que a espera ansiosamente no gipar de seu templo Eanna em Erech.

O papel da mãe Ningal e o encontro na casa materna

A deusa era muito mais próxima de sua mãe Ningal do que de seu pai; é à “casa de sua mãe” que o noivo deve vir pedir sua mão, e é à sua mãe que ela recorre para conselho e aprovação quando Dumuzi bate à sua porta.

O engano da mãe para prolongar o encontro noturno

Em uma das letras de amor mais ternas e ardentes, Inanna (também a deusa Vênus) começa soliloquando sobre a noite anterior, quando, enquanto brilhava intensamente e dançava, o senhor Kulianna a encontrou e a abraçou.

O Rito do Casamento Sagrado e suas celebrações

O capítulo passa do namoro para o Casamento Sagrado em si, embora a informação sobre o que realmente acontecia durante a cerimônia seja vaga e contraditória.

A cerimônia para Shulgi e para Iddin-Dagan

No caso de Shulgi, o rito ocorre no templo da deusa em Erech, para onde o rei viajou de barco. O poeta apenas diz que o rei vestiu uma roupa ritual e uma peruca semelhante a uma coroa, e Inanna irrompe em uma canção apaixonada de desejo e uma bênção preciosa.

Detalhes de textos publicados e a bênção da noite de amor

Um texto da composição que registra a seleção de Dumuzi para o “governo divino da terra” menciona o banho da deusa e seu vestir-se com roupas especiais, mas nada diz sobre a preparação da cama e sua coberta.

O preparo do leito e a súplica de Ninshubur

O poeta canta ecstaticamente sobre o desejo do rei pelo leito nupcial e seu preparo de uma coberta para que sua amada o torne “doce”, cobrindo a cama para ela.

A conclusão sobre os poemas e o Casamento Sagrado

Seguindo o pedido abrangente de Ninshubur, o poeta afirma: “O rei vai com a cabeça erguida ao colo sagrado, / O rei vindo com a cabeça erguida, / Vindo para minha rainha com a cabeça erguida… / Abraça a Hieródula [de An]”.