O esplendor dos deuses transparece em todas as dynameis, as potências que o corpo manifesta quando, radiante de juventude, vigor e beleza, se mostra semelhante a um deus; no Hino homérico, os jônios de Delos, dançando, cantando e lutando para agradar a Apolo, parecem a quem chega de fora imortais e libertos para sempre da velhice, pois em todos eles brilha a charis.
A charis, a graça que faz brilhar o corpo com um esplendor jubiloso como emanação da própria vida, acompanha-se da estatura, da largura dos ombros, da prestância, da velocidade das pernas, da força dos braços, da frescura das carnes, da leveza e agilidade dos membros, bem como de qualidades interiores captadas no stêthos, no thumós, nas phrenes e no noûs: fortaleza, ardor no combate, frenesi guerreiro, impulso de cólera, temor, desejo e domínio de si, compreensão intelectiva aguda e astúcia sutil.