Foi uma grande perda quando Heinrich Zimmer (1890–1943) faleceu repentinamente de pneumonia, dois anos após sua chegada aos Estados Unidos. Ele estava no início do que certamente teria sido o período mais produtivo de sua carreira. Duas caixas de anotações e papéis permaneceram para testemunhar seus projetos em rápida maturação. As palestras que ele vinha ministrando na Universidade de Columbia estavam digitadas de forma rudimentar e organizadas para serem transformadas em livros; um volume sobre medicina hindu estava pela metade; uma introdução ao estudo do sânscrito havia sido esboçada; uma obra popular sobre mitologia havia sido iniciada. Pedaços de papel, rabiscados em alemão, inglês, sânscrito e francês, estavam espalhados por toda parte nas páginas de sua biblioteca e arquivos, sugerindo artigos a serem escritos, trabalhos de pesquisa a serem realizados e até mesmo excursões a locais específicos na Índia após o fim da guerra. Ele havia se adaptado rapidamente aos costumes de seu novo país e estava cheio de entusiasmo para contribuir para seu patrimônio intelectual. Mal havia começado a encontrar seu ritmo, porém, quando, repentinamente acometido por uma doença, passou de plena atividade profissional à morte em sete dias. (Joseph Campbell, Prefácio de ZIMMER, Heinrich Robert. Myths and symbols in Indian art and civilization. 8. print ed. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press, 1992.)