Não se trata aqui de um pecado original cometido por um homem, Adão, e remido por um único homem, Jesus Cristo: o homem é, como o animal, apenas a vítima trágica do mau escolha de uma Entidade superior, mas desempenha um papel de salvador considerável, retomado pelo maniqueísmo, pois cada boa ideia, palavra e ação purifica o mundo e introduz nele um pouco da natureza divina.
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A encarnação não é o fato de um único homem, mas a consequência permanente dos atos humanos que servem a um ou ao outro dos dois Espíritos.
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Isso se articula com a crença iraniana de que o homem, portando em si a marca do macrocosmo, pode salvar este por um melhor conhecimento de sua própria natureza e do valor axiológico de suas ações, tal como proclamou o oráculo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universo e os Deuses.
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A ideia zoroastriana do mau escolha será traduzida de diversas maneiras na literatura religiosa posterior.