O conceito de Asha é de origem indo-iraniana demonstrável, comum ao Rig-Veda e ao Avesta, enquanto Vohu Manah, a “Boa Mente”, é conceito puramente iraniano, provavelmente criação do próprio Zoroastro.
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A alma do boi pergunta se existe algum homem que cuide do gado de acordo com a Boa Mente, e Ahura Mazdah responde que esse homem é Zoroastro.
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Isso indica que o Profeta não se via como abolidor da lei e dos profetas anteriores, mas como acrescentador de nova dimensão à antiga religião representada por Ahura Mazdah e Asha.
Zoroastro enfrentou forte oposição das autoridades civis e eclesiásticas ao proclamar sua missão, sentindo-se fraco e perseguido por sua própria comunidade.
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A alma do boi, ao saber que os poderes superiores a confiaram a Zoroastro, reage com consternação e ironia velada, questionando a utilidade de um protetor sem poder.
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Zoroastro queixa-se de ser perseguido por possuir apenas poucos homens e gado, enquanto seu inimigo é mais forte.
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Ao obter o patrocínio do rei Vishtaspa, seu tom muda e ele se apresenta como juiz entre os dois partidos, proclamando que Ahura Mazdah o reconhece nessa função por viver em conformidade com a Verdade.