Plotino enuncia o mesmo princípio em várias passagens de suas Enéadas, convergindo com a doutrina taoista sobre a insuficiência do raciocínio discursivo diante do Inteligível.
“A alma necessita raciocinar na dúvida ou na ignorância, mas não o Inteligível quando a Inteligência brilha nela” — Plotino, Enéada IV, 1, 8
“Para conhecer a parte mais divina da alma é preciso descartar o corpo, as sensações, os desejos” — Plotino, Enéada V, 3, 9
“Como para conhecer o Inteligível é mister não ter imagem alguma das coisas sensíveis, assim para conhecer o que está acima da inteligência é preciso afastar-se do inteligível” — Plotino, Enéada V, 5, 6
“Quando nos cremos ignorantes é quando nossa ciência é mais conforme à inteligência” — Plotino, Enéada V, 8, 11
“Para unir-se ao Bem, que não tem forma alguma, deve despojar-se de todas as formas para receber ela sozinha a Ele sozinho” — Plotino, Enéada VI, 7, 34