Chennt'ou-kia havia também sofrido a amputação dos pés e seguia, com Tzeu-tch'an, as lições de Pai-hounn-ou-jenn na principado de Tcheng, mas Tzeu-tch'an, desprezando o mutilado, exigiu que lhe cedesse a passagem.
Chennt'ou-kia responde que na escola do mestre não há hierarquia — quem quiser etiqueta que vá a outro lugar
Invoca o princípio: a um espelho perfeitamente limpo a poeira não adere — se adere, é porque o espelho está úmido ou gorduroso; a exigência ritual de Tzeu-tch'an prova que ele ainda não está sem defeitos
Tzeu-tch'an retruca: um mutilado que pretende se equiparar ao sábio Yao deveria se examinar e talvez encontrar razões para se calar
Chennt'ou-kia responde: a maioria dos que estão em sua situação dizem em voz alta que não mereciam o ocorrido — ele, mais sábio, nada diz e se resigna em paz ao próprio destino
Quem passasse no campo visual do famoso arqueiro deveria ser atravessado por uma flecha — se não o era, era porque o destino não o queria; o destino quis que ele perdesse os pés, e outros os conservassem
Dezenove anos estudando sob o mestre, que muito atento ao interior jamais fez alusão ao exterior — Tzeu-tch'an, discípulo do mesmo mestre, faz o contrário
Tzeu-tch'an sentiu a reprimenda, mudou de expressão e disse: que não se fale mais nisso