A filosofia Ju também apelava ao Tao, mas
Chuang Tzu entendia que o Tao confuciano era apenas uma reflexão menor do Grande Tao — o Tao eterno que não pode ser nomeado, invisível e incompreensível.
Confúcio podia dizer “meu Tao”, exigir que o discípulo “fixasse o coração no Tao” e declarar: “Se um homem ouve o Tao de manhã e morre à noite, sua vida não foi desperdiçada”
Confúcio também afirmava que, se um homem chegasse aos quarenta ou cinquenta anos sem nunca “ouvir o Tao”, não haveria “nada digno de respeito nele”
Lao Tzu, no primeiro capítulo do Tao Teh Ching, distinguiu o Tao Eterno — que não pode ser nomeado — do Tao que pode ser nomeado, a “Mãe de todas as coisas”
O Tao de Confúcio era, em suas próprias palavras, “enfiar em um único fio os desejos do eu e os desejos do outro” — um Tao ético identificável com a Regra de Ouro
O confucionismo, ao se desenvolver, subdividiu o conceito de Tao até torná-lo um princípio abstrato ético: o “tao da paternidade”, o “tao da filiação”, o “tao da conjugalidade”, o “tao do ministério”
Quando influenciado pelo taoísmo, o pensamento confuciano pôde fazer desses taos humanos dedos que apontam para o Tao invisível e divino — como na tradição da pintura chinesa, em que “o propósito comum foi sempre reafirmar o tao tradicional e transmitir as ideias, princípios e métodos desenvolvidos pelos mestres de cada período como meios de expressar a harmonia do Tao”
Somente no contato com o Tao misterioso — que está além de todos os seres existentes e não pode ser transmitido nem por palavras nem pelo silêncio, sendo apreendido em um estado que não é fala nem silêncio — é possível verdadeiramente compreender como viver