ZHUANG-ZI
ROBINET, Isabelle. Lao Zi et le Tao. Paris: Bayard, 1996.
A obra
Desconstrução
Afirma: “Embora a inteligência do homem penetre apenas uma parcela da verdade total, é por aquilo que não penetra que o homem pode compreender o que é o céu”
Apresenta paradoxos como: “Nada é maior do que a ponta de um pelo de outono, a mais alta montanha é pequena, ninguém tem mais longevidade do que a criança natimorta”
Propõe a inversão ou equivalência de valores: “O começo e o fim se invertem”, “o saber e o não saber se invertem”
Usa a aporia: “Há um começo, um começo de começo? Se há um começo, é preciso um começo para esse começo, e assim por diante, em uma retrogradação sem fim”
Questiona a origem e o mestre, sugerindo que não há um mestre absoluto
“Que se diga 'alguém o faz' ou 'ninguém age', não se escapa ao domínio dos seres e se chega ao erro”
Afirma que o Tao não pode ser dito existir, e a existência não pode ser dita não existir
Conclui que o discurso não pode conter o ponto supremo do Tao e dos seres
O mundo dos homens, a maestria
O Sábio
Totalmente livre, fluido e alerta, navega fora do mundo, cavalga as nuvens, além dos quatro polos
“Chevauche les nuées, 'où il n’est rien'”
Exempto de preocupações práticas, morais, políticas ou sociais, de qualquer inquietude metafísica
Contém o universo em si, em unidade perfeita com o mundo, desfrutando de plenitude total
Gratuito e leve, joga e se diverte
Sozinho, o Sábio escapa ao “centro do anel”, no “eixo do Tao” onde não há oposições, fora de todo discurso, todo pensamento
Perfeitamente um, “perdeu seu duplo”, situando-se no “sem eco”
É espelho e conhecimento especular que acolhe e reflete perfeitamente a multiplicidade das coisas