Além do acorde metafísico, todas as ciências — política, economia social, moral, adivinhação — encontram, pela marcha dos seis Dragões, soluções para as necessidades intelectuais da humanidade; e a título de exemplo são expostas as regras de conduta do iniciado segundo cada posição do Dragão no Khièn.
Dragão oculto — o homem dotado deve meditar, calar-se e desenvolver-se no estudo e na contemplação, pois agir enquanto o dragão está oculto seria não dar sua medida e cair em erro prejudicial ao futuro.
Dragão na rizeira — o homem dotado é consciente de sua virtude mas não pode ainda deixar a terra; melhora gradualmente os seres pelo ensinamento, sem ainda poder comandar nem se manifestar, devendo seguir o exemplo dos Magos que o precederam.
Dragão visível — o homem dotado, em situação inferior a seus méritos, corre perigo e deve agir com circunspecção, pois sua virtude atrai a simpatia do universo e, por essa simpatia, o ódio de seus superiores; mas que se retire ou permaneça, deve sempre seguir a via normal — o Tao.
Dragão saltante — o homem dotado nunca age sem relação com o momento em que age; aumentou seus méritos para ser distinguido num momento preciso; é livre de avançar ou recuar, podendo edificar por uma virtude brilhante ou redescender numa humildade meritória, devendo se inspirar nas circunstâncias.
Dragão voador — o homem dotado ocupa a situação superior que lhe convém; chegado aos altos cumes da inteligência, deve olhar abaixo de si o homem igualmente dotado de virtude para ajudá-lo com seus exemplos e associá-lo à sua potência; na plenitude de seus meios, deve agir.
Dragão pairante — a beleza infinita é difícil de conservar; o homem dotado deve saber avançar e recuar a tempo para nunca se expor a perdê-la; nunca se deve cometer excesso nas ações, mesmo as boas.