Não se pode combater suficientemente o erro instintivo e formidável do espírito humano que atribui à Verdade a multiplicidade sem a qual nada compreende — sendo ele o único exemplo dessa multiplicidade na universalidade dos espíritos —, e que, por um orgulho inconsciente, projeta sua imperfeição mental sobre a própria face da divindade, pois esse dualismo está na base de todos os erros metafísicos, levando o espírito humano a atribuir aos princípios justapostos propriedades diversas, aparências dessemelhantes e sentidos contrários, corrompendo pela raiz as ciências e as religiões, e arrastando para o plano sentimental e sensual a erreur criada no plano mental, onde se fabricam as relatividades do Bem e do Mal, as leis, as convenções, os preconceitos e o agregado social contemporâneo — geena incompreensível, estúpida e mentirosa.