Se o ato é considerado como dispendedor de energia e, portanto, como emissor de vibrações nervosas na atmosfera psíquica, como propulsor de uma onda do oceano fluídico que banha o universo, concebe-se imediatamente que o movimento assim produzido, exercendo-se fora do plano humano, escapa ao controle, ao alcance e mesmo à responsabilidade humana — e os caracteres típicos desses movimentos são que, uma vez emitidos, escapam para sempre à influência do emissor, e que, embora a intensidade da corrente diminua progressivamente por interversões, a série dos movimentos é não obstante conhecida.