A teoria dos Cinco Elementos, em sua forma finalizada no período Han e transmitida a todas as épocas posteriores, apresenta dois aspectos que merecem atenção especial: as Ordens de Enumeração e as Correlações Simbólicas
As Ordens de Enumeração são as sequências em que os cinco elementos eram nomeados nas diversas apresentações antigas e medievais do tema
As quatro mais importantes são: a Ordem Cosmogônica (Água, Fogo, Madeira, Metal, Terra), a Ordem de Produção Mútua (Madeira, Fogo, Terra, Metal, Água), a Ordem de Conquista Mútua (Madeira, Metal, Fogo, Água, Terra) e a Ordem “Moderna” (Metal, Madeira, Água, Fogo, Terra)
A Ordem Cosmogônica representa a sequência em que os elementos teriam surgido, iniciando pela Água — em eco ao recorrente destaque dado à Água como elemento primordial nos escritos chineses
A Ordem de Produção Mútua dava as estações na sequência correta, começando com Madeira para a Primavera e Água para o Inverno (Terra correspondendo a um mês situado entre o verão e o outono)
A Ordem de Conquista Mútua era a mais venerável, associada ao próprio ensinamento de Tsou Yen, baseada em fatos científicos cotidianos: a Madeira conquista a Terra porque, na forma de uma enxada, pode escavar a terra; o Metal conquista a Madeira por poder cortá-la; o Fogo conquista o Metal por poder derretê-lo; a Água conquista o Fogo por poder extingui-lo; e a Terra conquista a Água por poder represá-la
A Ordem “Moderna” é de significado obscuro, mas é a que sobreviveu na fala coloquial chinesa — “Metal, Madeira, Água, Fogo, Terra” — inclusive em canções de ninar