Antonio T. de Nicolás (1932–2022)
Obras Monográficas Fundamentais sobre Filosofia Indiana e os Vedas
DE NICOLÁS, Antonio T. Four-Dimensional Man: Meditations Through the Ṛg Veda. Foreword by Patrick A. Heelan. Stony Brook, NY: Nicholas Hays / The Julian Press, 1976. (Edição definitiva refundida: Meditations Through the Ṛg Veda: Four-Dimensional Man. York Beach, ME: Nicolas-Hays, 2003).
DE NICOLÁS, Antonio T. Avatāra: The Humanization of Philosophy Through the Bhagavad Gītā. Foreword by Daniel H. H. Ingalls. New York: Nicolas Hays, 1976. (Reedição: Lincoln, NE: iUniverse, 2003).
Estudos Críticos e Monografias sobre a Mística Espanhola e Hermenêutica
DE NICOLÁS, Antonio T. Powers of Imagining: Ignatius de Loyola; A Philosophical Hermeneutic of the Spiritual Exercises. Albany: State University of New York Press, 1986.
DE NICOLÁS, Antonio T. St. John of the Cross: Alchemical Notes on Love and Mysticism. York Beach, ME: Nicolas-Hays, 1996.
DE NICOLÁS, Antonio T. Habits of Mind: An Introduction to the Philosophy of Education. New York: Paragon House, 1989.
DE NICOLÁS, Antonio T. The Guadalupan Mysticism: The Art of Living in the Spirit. New York: Authors Choice Press, 2001.
Traduções Poéticas e Filosóficas de Referência
RAMÓN JIMÉNEZ, Juan. Time and Space: A Poetic Autobiography. Translated by Antonio T. de Nicolás. Albany: State University of New York Press, 1988.
RAMÓN JIMÉNEZ, Juan. Platero and I (Platero y yo). Translated by Antonio T. de Nicolás. Boulder: Shambhala, 1999.
TERESA OF AVILA. The Interior Castle. Translation and introduction by Antonio T. de Nicolás. New York: Paulist Press, 2005.
Traduções Principais e Edições em Língua Espanhola
DE NICOLÁS, Antonio T. Meditaciones a través del Ṛg Veda: El hombre de cuatro dimensiones. Traducción de María Tabuyo y Agustín López Tobajas. Madrid: Editorial Dilema, 2007.
DE NICOLÁS, Antonio T. Ignacio de Loyola y la imaginación filosófica: Una hermenéutica de los Ejercicios Espirituales. Traducción de Emilio García. Madrid: Trotta, 2002.
DE NICOLÁS, Antonio T. La humanización de la filosofía a través del Bhagavad Gītā. Traducción de José Luis Gómez. Madrid: Editorial Dilema, 2009.
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Eixos da Contribuição de Antonio T. de Nicolás
A Fenomenologia Sonora do Ṛg Veda e o “Homem Quadridimensional”: Em sua obra mais celebrada (Meditations Through the Ṛg Veda), De Nicolás utilizou a fenomenologia e a epistemologia musical para demonstrar que o texto védico primitivo não é uma mitologia ingênua nem um sistema conceitual cartesiano visual/espacial. Trata-se de uma matriz acústico-vibratória orientada pela audição estrita (Śruti). Ele articulou as “quatro linguagens” (ou perspectivas de intencionalidade ontológica) do Veda: a linguagem de Asat (o Não-Ser/Caos indiferenciado), de Sat (a ordem dos nomes e das formas manifestadas), de Yajña (o sacrifício como processo de mediação intencional contínua) e de Ṛta (a harmonia cósmica reguladora).
A Hermenêutica da Imaginação em Inácio de Loyola: Em Powers of Imagining (publicado pela SUNY Press), realizou uma abordagem inovadora dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Afastando leituras pietistas ou puramente ascéticas, analisou os exercícios como uma tecnologia fenomenológica rigorosa de reestruturação dos “hábitos da mente” e de treinamento cognitivo da imaginação encarnada, onde o sujeito reconstrói ativamente sua relação noética com o divino.
O Bhagavad Gītā e a “Humanização da Filosofia”: Em Avatāra, situou o diálogo entre Kṛṣṇa e Arjuna como uma resposta direta à crise de desintegração axiológica da razão pura desvinculada da ação. Defendeu que a categoria de Avatāra não deve ser entendida apenas como mito teológico, mas como a exigência ética e ontológica de “encarnação” e personalização contínua da filosofia no campo de batalha da existência concreta (Kurukṣetra).
A Teoria dos “Hábitos da Mente” (Habits of Mind): Professor emérito de Filosofia na State University of New York (SUNY Stony Brook) e colaborador de neurocientistas e teóricos da cognição, dedicou décadas a investigar a pedagogia da consciência. Sustentava que a racionalidade ocidental moderna atrofiou os modos auditivos, corporais e imaginativos da cognição ao se fechar na tirania do texto visual impresso e da lógica proposicional linear, propondo um retorno à sabedoria integrativa dos modelos clássicos.