Ramanuja nasceu em 1017 de nossa era na região de Madras ou de Trichinopoly, segundo a tradição; por parte de mãe era neto de Alavandar; após estudos avançados, tornou-se sacerdote a serviço de Vishnu num templo de Koniiveram, e Alavandar, sem fazê-lo saber, contava muito com ele para sucedê-lo.
Chamado a Sri Rangam quando Alavandar sentiu sua morte próxima, o jovem chegou tarde demais, mas recebeu o testamento espiritual do avô, cuja missão não assumiu imediatamente, retomando sua vida piedosa.
A missão amadureceu em seu coração: viu claramente que devia devotar-se à causa de Vishnu e defender uma filosofia e uma teologia da personalidade e da graça divinas em acordo com a ortodoxia vedantina; renunciou ao estado de casamento, tomou a veste amarela dos monges indianos e viveu sobretudo em Sri Rangam, com períodos de viagens e de exílio forçado durante a perseguição movida contra os Vixuítas por um rei xivaíta zeloso, por volta de 1096.
Sua obra doutrinal compõe-se principalmente de três tratados — Essência do Vedanta, Resumo do sentido do Veda, Luz do Vedanta — e de dois comentários sobre a Bhagavad-Gita e os Aforismos do Vedanta; organizou sua comunidade e estabeleceu uma festa anual para a recitação das obras líricas dos Alvars.
Teria morrido em 1137, com cento e vinte anos, após designar entre seus fiéis setenta e quatro hierarcas encarregados de perpetuar sua obra.
A tradição oriunda de seu ensinamento se subdividiu em duas correntes: a escola do Sul, Ten-galai, cujo chefe foi Pillai Lokacharya — nascido em 1213 —, que professa que a melhor via para a libertação é aquela que dá todo o espaço à graça divina; e a escola do Norte, Vada-galai, cujo corifeu foi Vedanta-Desika, contemporâneo porém mais jovem de Pillai Lokacharya, que concede ao contrário uma parte muito ampla à iniciativa e à energia da criatura.