ZIMMER

Heinrich Zimmer (1890–1943)

Historiador da arte e indólogo alemão, Heinrich Robert Zimmer foi um dos principais renovadores dos estudos sobre a cultura indiana no Ocidente durante a primeira metade do século XX. Afastando-se da filologia positivista estrita que predominava nas universidades alemãs de sua época, Zimmer dedicou-se à hermenêutica dos mitos, dos contos e das imagens artísticas como veículos de sabedoria metafísica viva. Sua aproximação teórica com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung (de quem foi amigo íntimo e colaborador no Círculo de Eranos) e sua emigração forçada para os Estados Unidos nos anos 1940 consolidaram um legado continuado e editado postumamente por Joseph Campbell na Universidade de Columbia e no âmbito da Fundação Bollingen.

1. Obras Fundamentais Publicadas em Vida

2. Obras Póstumas Editadas por Joseph Campbell (Série Bollingen)

Após a morte precoce de Zimmer por pneumonia em Nova York, em 1943, seus extensos manuscritos de palestras na Universidade de Columbia foram organizados, anotados e publicados por Joseph Campbell:

3. Traduções Principais em Línguas Ibéricas e Francesa

4. Eixos Teóricos e Metodologia Hermenêutica


Foi uma grande perda quando Heinrich Zimmer faleceu repentinamente de pneumonia, dois anos após sua chegada aos Estados Unidos. Ele estava no início do que certamente teria sido o período mais produtivo de sua carreira. Duas caixas de anotações e papéis permaneceram para testemunhar seus projetos em rápida maturação. As palestras que ele vinha ministrando na Universidade de Columbia estavam digitadas de forma rudimentar e organizadas para serem transformadas em livros; um volume sobre medicina hindu estava pela metade; uma introdução ao estudo do sânscrito havia sido esboçada; uma obra popular sobre mitologia havia sido iniciada. Pedaços de papel, rabiscados em alemão, inglês, sânscrito e francês, estavam espalhados por toda parte nas páginas de sua biblioteca e arquivos, sugerindo artigos a serem escritos, trabalhos de pesquisa a serem realizados e até mesmo excursões a locais específicos na Índia após o fim da guerra. Ele havia se adaptado rapidamente aos costumes de seu novo país e estava cheio de entusiasmo para contribuir para seu patrimônio intelectual. Mal havia começado a encontrar seu ritmo, porém, quando, repentinamente acometido por uma doença, passou de plena atividade profissional à morte em sete dias. (Joseph Campbell, Prefácio de ZIMMER, Heinrich Robert. Myths and symbols in Indian art and civilization. 8. print ed. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press, 1992.)