IRSA
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO: O RECONHECIMENTO DE SI E O PROBLEMA DA IDENTIDADE
I. O paradoxo do reconhecimento de si mesmo: identidade, alteração, alteridade
II. A Pratyabhijñā: um empreendimento filosófico?
III. A identidade como problema na Pratyabhijñā
III. 1. Existe um Si? A questão da permanência (nityatva, sthairya) do sujeito consciente
III. 2. Tudo é o Si? A questão da exterioridade (bāhyatva) do objeto da consciência
III. 3. Se tudo é o Si, qual estatuto ontológico para a alteridade (paratva) e para a diferença (bheda)?
III. 4. O problema do estatuto epistemológico e sotereológico da investigação sobre o Si
IV. Sobre a abordagem adotada aqui em relação aos textos
CAPÍTULO 1. A CRÍTICA BUDISTA DO SI
CAPÍTULO 2. A RÉPLICA DA PRATYABHIJÑĀ: O PROBLEMA DA SÍNTESE COGNITIVA
I. O problema da consciência da experiência passada (
IPK I, 3, 1-2)
I. 1. O confinamento a si mesmo (ātmaniṣṭhatva) da cognição na perspectiva budista e a questão da experiência passada
I. 2. O princípio da cognição svasaṃvedana segundo a Pratyabhijñā: a recordação não pode ter por objeto a experiência passada
I. 2. 1. A integração do conceito de cognição svasaṃvedana ao sistema da Pratyabhijñā: da capacidade de se manifestar a si mesmo à impossibilidade de ser objetivada
I. 2. 2. Esta reformulação do princípio budista é legítima?
I. 3. O mecanismo dos traços residuais não explica a consciência da experiência passada
II. A recordação não é senão uma ilusão? (
IPK I, 3, 3-5)
III. A necessidade de uma síntese (anusaṃdhāna) porém impossível na perspectiva budista (
IPK I, 3, 6)
III. 1. Da necessidade de uma síntese memorial: memória, desejo e vyavahāra
III. 2. Da impossibilidade da conexão, da causalidade e da contradição sem uma síntese cognitiva
III. 2. 1. A impossibilidade da conexão (samanvaya)
III. 2. 2. A impossibilidade da causalidade
III. 2. 3. A impossibilidade da contradição
III. 3. Da necessidade de uma síntese perceptiva
III. 3. 1. A tomada de consciência (vimarśa) ou a capacidade imediata da consciência de se apreender como…
III. 3. 2. Toda manifestação consciente (prakāśa) supõe uma tomada de consciência (vimarśa): a síntese perceptiva
III. 4. Conclusão: a impossibilidade da síntese se a consciência não é senão cognições
CAPÍTULO 3. A TESE DA PRATYABHIJÑĀ: O SUJEITO ABSOLUTO, CONDIÇÃO DE POSSIBILIDADE DA EXPERIÊNCIA MUNDANA
I. A kārikā I, 3, 7, coração do tratado: os três poderes da Consciência
II. O sujeito, síntese (anusaṃdhāna) das cognições
II. 1. As cognições (jñāna), formas contraídas (saṃkucita) livremente assumidas pela consciência (cit)
II. 2. A consciência (cit), agente e ato da síntese cognitiva
II. 3. O sujeito como fundamento da conexão, da causalidade e da contradição
II. 3. 1. O sujeito, condição de possibilidade da conexão
II. 3. 2. O sujeito, condição de possibilidade da causalidade
II. 3. 3. O sujeito, condição de possibilidade da contradição
II. 4. Como a consciência pode aparecer a si mesma sob a forma de cognições temporalizadas?
II. 4. 1. A temporalidade das cognições, reflexo da temporalidade de seus objetos
II. 4. 2. Sujeito empírico e sujeito absoluto: duas tomadas de consciência do Eu (ahaṃpratyavamarśa)
II. 4. 3. O sujeito e a temporalidade
III. A memória como via para o Reconhecimento
III. 1. O sujeito da recordação – a consciência pura ou o sujeito empírico? (
IPK I, 4, 1)
III. 1. 1. O sujeito da recordação é livre
III. 1. 2. O sujeito da recordação é porém temporalizado
III. 1. 3. O sujeito da recordação – a consciência pura, enquanto sujeito empírico
III. 2. Em que a memória é a prova da unidade da consciência
III. 3. Síntese (anusaṃdhāna) e reconhecimento (pratyabhijñā)
III. 4. O reconhecimento pela via da memória – inferência ou intuição?
III. 4. 1. O argumento da memória na kārikā I, 7, 5
III. 4. 2. O argumento “direto” e o argumento por “suposição necessária”: uma via ou duas?
III. 4. 3. Da diferença entre o argumento dos capítulos I, 2-4 e aquele da kārikā I, 7, 5 – ou do papel catártico da razão na Pratyabhijñā
CAPÍTULO 4. O SI, AS COGNIÇÕES, SUA RELAÇÃO: A POSIÇÃO DA PRATYABHIJÑĀ NO SEIO DA CONTROVÉRSIA SOBRE O ĀTMAN
I. O argumento da cognição do Eu entre os bhāṭṭa mīmāṃsaka e na Pratyabhijñā
II. O argumento da memória no Nyāya-Vaiśeṣika e na Pratyabhijñā
II. 1. O que a posição da Pratyabhijñā e a do Nyāya-Vaiśeṣika têm em comum: a necessidade de uma síntese (anusaṃdhāna) e de um substrato (āśraya)
II. 2. O que distingue a posição da Pratyabhijñā da do Nyāya-Vaiśeṣika: a definição da síntese (anusaṃdhāna) e do substrato (āśraya)
III. A questão da relação do Si e das cognições
III. 1. O problema da distinção entre Si permanente e cognição impermanente se ambos são entidades conscientes
III. 2. O ponto de vista da Pratyabhijñā sobre a teoria sāṃkhya da relação entre o Si e as cognições
III. 2. 1. A crítica do intelecto-espelho pela Pratyabhijñā: é o consciente que reflete o inconsciente, e não o inverso
III. 2. 2. A crítica da concepção sāṃkhya do Si passivo – um aprofundamento da noção de reflexão consciente
IV. Da identidade do sujeito na Pratyabhijñā
CAPÍTULO 5. O QUE O IDEALISMO DO VIJÑĀNAVĀDA E O DA PRATYABHIJÑĀ TÊM EM COMUM
CAPÍTULO 6. O ESPELHO, O SONHADOR E O IOGUE – A REFUTAÇÃO DO EXTERNALISMO DOS SAUTRĀNTIKA E DO IDEALISMO DOS VIJÑĀNAVĀDIN
CAPÍTULO 7. O CORAÇÃO DO IDEALISMO DA PRATYABHIJÑĀ: A LIBERDADE (SVĀTANTRYA)
I. A refutação do externalismo equivale à demonstração do idealismo?
II. O argumento do desejo (icchā) (
IPK I, 5, 10)
II. 1. Um apelo à experiência, ou uma inferência por “suposição necessária” (arthāpatti)?
II. 2. O paradoxo do idealismo: o problema da consciência da identidade do objeto e do sujeito
II. 3. A análise do desejo (icchā)
II. 4. Se a experiência da interioridade deve ser inferida, a interioridade é um objeto de inferência ou um objeto de experiência?
III. A liberdade (svātantrya) como tomada de consciência (vimarśa)
IV. A questão da alienação
IV. 1. Alienação, identidade e alteridade
IV. 2. Alienação e liberdade: a propósito de māyāśakti
IV. 2. 1. Como a alienação é possível?
IV. 2. 2. A liberdade, causa da alienação – ou a alienação como jogo (krīḍā)
IV. 2. 3. A liberdade, meio da alienação – ou a alienação como realização do impossível
IV. 3. A alienação é uma questão?
CAPÍTULO 8. O OUTRO NA PRATYABHIJÑĀ: SOLIPSISMO OU INTERSUBJETIVIDADE?
I. A negação da realidade do indivíduo empírico e do outro
II. A crítica da explicação da alteridade e da intersubjetividade no Vijñānavāda
II. 1. A impossibilidade da consciência da existência do outro no Vijñānavāda: o problema da reificação do Outro
II. 2. A réplica do Vijñānavāda: a alteridade é conhecida por inferência
II. 3. A crítica da inferência do outro pelo sautrāntika: a impossibilidade de estabelecer uma relação causal
II. 4. A impossibilidade da intersubjetividade na perspectiva do Vijñānavāda
II. 5. A crítica da própria tentativa do Vijñānavāda para estabelecer a existência do outro: a contradição com o princípio do idealismo
III. A consciência da existência do outro na Pratyabhijñā
III. 1. O que a teoria do Vijñānavāda e a da Pratyabhijñā têm em comum
III. 2. Uma diferença essencial: a concepção da relação entre conhecimento e ação
III. 3. A consciência da existência do outro: percepção, inferência, intuição advinhadora, reconhecimento
III. 4. O reconhecimento do outro como reconhecimento parcial do Si
III. 5. A intersubjetividade segundo a Pratyabhijñā
IV. Conclusão: alteridade (paratva) e compaixão (kṛpā) na Pratyabhijñā
CAPÍTULO 9. O ESTATUTO ONTOLÓGICO DA DIFERENÇA NA PRATYABHIJÑĀ
I. O universo diferenciado ou a Grande Ilusão (mahābhrānti)
I. 1. A ilusão intramundana – contradição (bādha) e manifestação incompleta (apūrṇakhyāti)
I. 2. A ilusão intramundana, ilusão na ilusão: o saṃsāra como sonho (svapna)
II. Em que a consciência da diferença é ilusão – a perda de consciência da identidade como fundo (bhitti)
II. 1. A ausência de contradição (virodha) entre a consciência da diferença e a da identidade: a noção de fundo (bhitti)
II. 2. A tesoura da māyā, ou a apreensão exclusiva da diferença
III. Em que a consciência da identidade também é ilusão: a crítica da ontologia do Advaita Vedānta
III. 1. A crítica da concepção da diferença como ilusão inexplicável (anirvacanīya) no Advaita Vedānta
III. 2. O desejo de agir (cikīrṣā) ou a diferença (bheda) apreendida em sua não-diferença (abheda) com a consciência
IV. O ser-si-mesmo, unidade da diferença e da não-diferença
IV. 1. A ambiguidade do conceito de identidade: ser-si-mesmo (ātmatā) e não-diferença (abheda)
IV. 2. Uma ontologia do ato
IV. 3. A diferença como desdobramento da identidade
IV. 4. A diferença como via (upāya)
CONCLUSÃO. A IDENTIDADE OU A LIBERDADE DE SE FAZER OUTRO
I. Do fundamento da identidade, da alteridade e da diferença na Pratyabhijñā
II. Dos papéis da razão e da experiência na Pratyabhijñā