Como os dualistas, mas sem ser dualista, o xivaísta adora um Deus cuja presença real experimenta e que considera de algum modo como uma pessoa — “Tu és a grande Pessoa, a única, o refúgio de todas as pessoas” (III.14), ou seja, a primeira, a segunda e a terceira — eu, tu, ele — e
Utpaladeva diz ainda, dirigindo-se a Xiva: “Tu és a Pessoa suprema, sempre vigilante num mundo profundamente adormecido!” (XIV.18) — pois Xiva não tem outro testemunho senão ele mesmo e jamais pode ser objeto, sendo o próprio Sujeito “que se obtém no cume de todo cume” (II.25), o Conhecedor do conhecedor, o único Sujeito consciente.