esoterismo:faivre:theosophia
CORRENTE TEOSÓFICA
FAIVRE, Antoine. Accès de l’ésotérisme occidental II. Nouv. éd. rev ed. Paris: Gallimard, 1996.
A corrente teosófica (final do século XVI até século XX): tentativa de periodização
-
Definição de theosophia (vide Theosophia)
-
Porfírio (234-305) — primeiro a introduzir o termo “theosophia”: thesosophus seria um “ser ideal unindo em si mesmo a qualidade de um filósofo, de um artista e de um sacerdote do mais alto nível”.
-
Jamblico (Iamblichus) fala de “Musa divinamente inspirada” (theosophus Mouse).
-
Proclus emprega “theosophia” no sentido de “doutrina”.
-
Primeiros cristãos:
-
Clemente de Alexandria usa “theosophus” como “movido por uma ciência divina”.
-
Dionisio Areopagita não faz diferença entre “theologia”, “theosophia” e “divina filosofia”.
-
Idade Média cristã torna-se sinônimo de “theologia”, os “theosophoi” designando as vezes, como na Summa Philosophiae de Roberto Grosseteste, os autores da Escritura sagrada.
Dois grandes maciços se destacam de todo o resto do panorama do esoterismo ocidental desde o século XVI:-
Uma corrente esotérica como outras que não se constituiu em sociedade; uma galaxia informal que começou a se constituir no clima espiritual germânico do final do século XVI, para se expandir durante o século XVII, permeando a cultura ocidental.
-
A Sociedade Teosófica, criada oficialmente em 1875, por iniciativa de Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), que se determinou segundo certo número de diretivas, metas precisas, a ponto de ser vista como um novo movimento religioso.
Os dois têm um lugar importante no esoterismo ocidental; os dois pretendem se ocupar de “sabedoria” ou de “conhecimento”, segundo uma perspectiva não teológica mas gnóstica — a gnose, relativa as relações e mediações unindo o homem ao mundo divino, como via privilegiada de transformação e de salvação.Não dispõem de um mesmo corpo referencial e seus estilos são distintos:-
O corpo referencial da primeira, que chamaremos de “Theosophia”, é essencialmente judeu-cristão, com textos fundadores do final do século XVI e início do século XVII;
-
O corpo referencial da segunda corrente, que chamaremos de “Teosofismo” (como René Guénon), reveste um aspecto universalista e está penetrado por elementos de origem oriental, particularmente hindu e budista.
Nascimento e primeira idade de ouro da corrente teosófica (final do século XVI ao século XVII):-
Gênesis e aparecimento
-
No final do século XV esboça-se uma paisagem esotérica ocidental moderna: correntes novas; reatualização ou adaptação de tradições mais antigas; vontade se religar este diversos campos de pesquisa e saber:
-
Hermetismo neo-alexandrino;
-
Qabbalah cristã;
-
“magia”, no sentido de GiovanniPicodella_Mirandola;
-
alquimia;
-
astrologia.
Corrente paracelsica se soma no século XVI, e com sua disseminação surge ao final do século XVI uma nova corrente que se pode denominar de “theosophia”.-
Nascida na Alemanha e tributária da paracelsica
-
Paracelso introduziu um modo de reflexão sobre a Natureza, uma cosmologia feita de magia, medicina, alquimia, química, ciência experimental, especulações complexas sobre redes de correspondências reunindo diferentes níveis de realidade do universo.
-
Dada sua acentuação do que chamava “luz da natureza” Paracelso permanece no interior das causas segundas, buscando subir aos “princípios”.
Três espirituais alemãs Valentin Weigel, Heinrich Khunrath, Johann_Arndt seriam os proto-teósofos que em seguida alimentam à corrente da “Theosophia” -
esoterismo/faivre/theosophia.txt · Last modified: by 127.0.0.1
-
-
-
-
