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KUNDALINI
LSK. La Kundalini ou L'Energie des Profondeurs
- INTRODUÇÃO
- Prefácio
- A dança de Śiva
- Notas da Introdução
- Primeira parte
- A serpente das profundezas
- Notas da Primeira Parte Prólogo
- Capítulo primeiro
- Tripla emissão de Śiva e os três aspectos da Kuṇḍalinī
- Notas do Capítulo Primeiro
- Capítulo II
- A kuṇḍalinī “enrolada” no corpo
- Centros e nāḍi
- Centro inferior (mūlādhārā ou mūlabhūmi)
- Centro do umbigo (nābhicakra)
- Centro do coração (hṛdayacakra)
- Centros kaṇṭha e bhrūmadhya
- O brahmarandhra ou dvādaśānta
- Suṣumnā, cakra e trikoṇa - Via mediana, rodas e triângulos
- Ilustração: Os Centros
- Ilustração: Raios Cósmicos
- Notas da Primeira Parte Capítulo II
- Capítulo III
- Diversas maneiras de desabrochar a via mediana
- Vikalpaksaya, destruição do pensamento dualizante
- Meios associados ao sopro (prāṇa)
- Manthana ou a batida dos sopros
- A sílaba OṂ e a sincronização do sopro
- Contemplação das extremidades (kotinibhālana)
- Retração e desabrochar da energia
- Notas da Primeira Parte Capítulo III
- Capítulo IV
- O parabīja SAUḤ e a prática do bastão (prāṇadaṇdaprayoga)
- Visarga, unmanā e kramamudrā
- Notas da Primeira Parte Capítulo IV
- Capítulo V
- Movimentos da kuṇḍalinī relativos à prática de um yogin
- Prāṇakuṇḍalinī, energia do sopro
- Adhahkuṇḍalinī, energia inferior
- Ūrdhvakuṇḍalinī, energia ascendente
- Via lenta e progressiva
- Vias incompletas ou defeituosas
- Notas da Primeira Parte Capítulo V
- Capítulo VI
- Reações variadas do yogin
- As cinco fases da vibração ou os sinais do caminho
- Ānanda, felicidade
- Udbhava ou pluti, salto ou pulo
- Kampa, tremor
- Nidrā, sono espiritual
- Ghūrni, vibrante rodopio
- Sextupla impulsão ascensional do sopro e suas felicidades
- EXCERTO DO TANTRALOKA
- Notas da Primeira Parte Capítulo VI
- Capítulo VII
- Kuṇḍalinī em sua cosmicidade ou o sacrifício íntimo
- Notas da Primeira Parte Capítulo VII
- Segunda parte
- Capítulo I
- Vedhadīkṣā, iniciação por penetração
- A oblação plena
- Penetração do guru nos sopros do discípulo
- Iniciações por perfuração dos centros
- Mantravedha, perfuração dos centros pelo mantra
- Nādavedha, perfuração por ressonância mística
- Binduvedha, perfuração pela potência viril
- Saktavedha, perfuração dita da energia
- Bhujaṅgavedha, perfuração dita da serpente
- Paravedha, perfuração suprema
- Iniciações exteriores
- Abhiṣeka, consagração
- Vedhadīkṣā
- Notas da Segunda Parte Capítulo I
- Capítulo II
- O Śāktavijñāna de Somānanda - O discernimento relativo à energia
- Seção 37
- Notas da Segunda Parte Capítulo II
- Capítulo III
- O AMARAUGHAŚĀSANA de GORAKSANĀTHA
- Ilustração: Triplo Mandala
- Notas da Segunda Parte Capítulo III
- Terceira parte
- Capítulo I
- O andrógino, ardhanārīśvara
- Kuṇḍalinī e vida sexual
- O toque
- A efervescência e o fervor
- Notas da Terceira Parte Capítulo I
- Capítulo II
- Transfiguração do corpo e do universo
- Notas da Terceira Parte Capítulo II
- Capítulo III
- Mantra SAUḤ e KHA
- SAUḤ, mantra da emanação
- KHA, mantra da resorção
- Notas da Terceira Parte Capítulo III
- Capítulo IV
- Kulamārga, a via esotérica
- Condições requeridas para ser apto ao kulayāga
- Efeitos da prática caryākrama
- Incerteza e flutuação (kampa)
- Reuniões esotéricas (yoginīmelaka)
- Quiescência e emergência
- Caryākrama e kramamudrā
- Madhyacakra e anuccikra
- Yoginībhū
- Papel respectivo do homem e da mulher: obra de um guru para com eles
- Notas da Terceira Parte Capítulo IV
- Capítulo V
- Kulayāga, sacrifício esotérico. Excertos do Tantrāloka, capítulo XXIX
- Definição
- Vidhi da Dūti ou ādiyāga
- Roda principal e rodas secundárias
- Śantodita, quiescente e emergente
- Fruto dessa atividade
- O triplo visarga, quiescência, emergência e kaula
- União ou fusão
- Mantravīrya próprio ao dhvani, vibração sonora
- Atitude mística suprema, a khecarīmudrā
- Efeito dessa atitude mística
- Definição da onipenetração (mantravyāpti)
- Rahasyopanisad krama
- Notas da Terceira Parte Capítulo V
- RODA ÓCTUPLA
- CONCLUSÃO
- A kundalini — eixo erguido no centro mesmo da pessoa e do universo — está na origem da potência do ser humano, drenando e desdobrando a totalidade de suas energias, sendo que os partidários dos sistemas Trika, Krama e Kaula enfatizam não os poderes extraordinários adquiridos por seu intermédio, mas o apaziguamento e a harmonia viva que ela confere.
- A energia misteriosa despertada pelo yoga da kundalini revela-se de uma violência inaudita e não pode ser manipulada sem incorrer em real perigo, sendo indispensável abordar seus segredos com o auxílio de um mestre oriundo de uma linhagem especializada nesse domínio e de experiência à toda prova.
- Os efeitos desastrosos do despertar da kundalini na ausência de tal guia ou sob a égide de um mestre ineficiente e ignorante são incalculáveis — muitos transtornos graves observados em certos místicos cristãos, atribuídos à histeria, não têm outra causa senão uma subida defeituosa da kundalini, e males como a paralisia desaparecem tão bruscamente quanto surgiram, mas para serem substituídos por outros como a cegueira, o que explica a prudência dos mestres xivaítas e a obscuridade que envolve o conjunto dessas práticas.
- Não existem tratados onde as práticas ditas esotéricas — rahasya — sejam expressas de modo sistemático e claro, mas apenas alusões dispersas em diferentes obras, à maneira de montes de feno num campo, de modo que somente um mestre iniciado e dotado de visão de conjunto pode desvendar o mistério e agir com discernimento sobre a energia kundalini de um discípulo fiel e dedicado, preservando assim a tradição sem que o profano tenha acesso a ela.
- A reunião de grande parte dos textos e passagens que tratam da kundalini e a tentativa de extrair deles o sentido profundo deixa, não obstante, pontos suficientemente obscuros para não incorrer na reprovação dos antigos mestres.
- Lallā, poetisa do século XIV, é mencionada entre os autores cujos textos integram o estudo
- A obscuridade que envolve o tema tem outras causas além de um mistério intencional — não se pode compreender esse yoga, que abre a totalidade das experiências místicas, sem conhecer a metafísica geral do Trika relativa aos soprões, à palavra e seus fonemas, à sílaba Om, ao mantra Sauh e às diversas práticas a ele vinculadas.
- A obscuridade decorre sobretudo da natureza mesma da energia kundalini — embora sentida com intensidade e de efeitos notáveis, ela permanece para o intelecto incompreensível e inexprimível, pois volumes inteiros não podem dar a menor ideia dela, e contudo para quem a experimenta ela é simples como a Vida, sendo antes sua própria fonte, e como definir a vida?
- A reunião dos textos xivaítas concernentes à kundalini não revela seus segredos — seu mistério permanece inteiro —, e convém afirmar claramente, numa época em que se desenvolve nova atração pelas experiências ligadas à kundalini, que nenhum escrito nem nenhuma receita podem proporcionar uma verticalidade que é o sinal e o fruto de uma vida interior intensa, graças à qual a energia liberada e dominada se universaliza.
- Os testemunhos e estudos que se multiplicam atualmente sobre esse tema permanecem frequentemente sem relação com a realidade da experiência — a maioria dos fenômenos descritos corresponde a perturbações psíquicas, fantasias da imaginação ou tensão decorrente de esforços de concentração prolongada, sendo o erro mais difundido o de crer que concentrar-se no espaço entre as sobrancelhas, na ponta do nariz ou no topo do crânio possa despertar a kundalini.
- Em casos excepcionais de experiência interior espontânea ou de exercícios sustentados podem surgir algumas manifestações que sugerem a experiência buscada, mas trata-se no melhor dos casos de sinais precursores relativos à kundalini dita inferior — na qual o sopro desce da garganta até o centro situado na base do tronco —, ao passo que a verdadeira kundalini consiste na ascensão da energia pelos centros, sendo chamada kundalini erguida, ascensão extremamente rara mesmo para os yogin que a ela consagram a vida.
- Fazer subir a kundalini com êxito não é tarefa fácil — não se pode entregar-se a essa prática sem um mestre experiente e sem ter tido acesso à interioridade, pois se uma vida mística profunda pode desenvolver-se sem o conhecimento ou a prática da ascensão da kundalini, não há prática plena e integral dessa ascensão sem uma vida mística real, e é sobre o fundo contínuo de um recolhimento — que nada tem em comum com a concentração — que a kundalini pode despertar e elevar-se espontaneamente.
- Dhyana: estado de absorção meditativa em que a kundalini pode erguer-se e atingir a garganta
- É de uma absorção profunda e contínua que o yogin deve ser senhor se quiser fazê-la penetrar na cabeça
- A obra reúne extratos relativos à kundalini conformes ao ensinamento das escolas não dualistas Kaula, Trika e Krama, inspirando-se essencialmente na obra capital de Abhinavagupta — o Tantraloka, “luz sobre os tantra” — e na glosa de Jayaratha, abrangendo as mais altas iniciações interiores de ordem mística.
- Outros agamas mencionados: Vijnanabhairava, Paratrimsika e Malinivijaya, caros aos caxemirianos e que remontam provavelmente aos séculos IV—VI
- Ksemaraja, discípulo de Abhinavagupta, viveu no início do século XI
- Lallā, poetisa, data aproximadamente do século XIV
- Os textos escolhidos diferem das descrições do Hathayoga e de numerosos tantra xivaítas, budistas ou vishnuítas habitualmente expostos e mais conhecidos
- A primeira parte trata da natureza e das manifestações variadas da kundalini, de sua fisiologia, das condições de seu despertar, de sua subida e de seu desdobramento vistos através da experiência do yogin até seu desdobramento em sua cosmicidade, com a tradução de extratos dos capítulos IV e V do Tantraloka.
- A segunda parte oferece extratos de algumas páginas do Tantraloka que descrevem iniciações chamadas vedichadiksha — nas quais o guru, por meio de sua própria kundalini, penetra no corpo do discípulo para perfurar seus centros e engendrar nele certos efeitos da ascensão da kundalini —, seguidos da tradução e análise de dois textos.
- O Saktavijnana é um breve opúsculo atribuído a um certo Somananda — que não deve ser confundido com o grande Somananda, mestre de Utpaladeva e autor da Sivadrishti —, dedicado exclusivamente às etapas da ascensão da kundalini, fornecendo numerosas precisões não encontradas em outros lugares
- O Amaraughasasana de Goraksanatha, embora situado à margem das escolas Kaula e Trika, desempenha papel intermediário entre essas escolas antigas e o Hathayoga
- A terceira parte apresenta a tradução do conteúdo essencial do capítulo XXIX do Tantraloka, revelando o verdadeiro significado da via esotérica e de seu sacrifício primordial — adiyaga —, o kulayaga, cuja prática caryakrama está associada à subida da kundalini.
- A dedicatória dirige-se à serpente abissal que aguarda impacientemente há milênios um sinal de reconhecimento, pois a publicação da obra não foi encorajada nem pelo Svami Lakshman Brahmacarin nem pelo guru Sri Radha Mohan Lalji Adhauliya — cuja pura eficiência mística fez viver sem intermediário nem meio a grande experiência da kundalini —, parecendo-lhes empresa por demais temerária.
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