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Cancioneiro Geral

MARTINS, Mário. Introdução Histórica à Vidência do Tempo e da Morte. Braga: Livraria Cruz, 1969

O “CANCIONEIRO GERAL”, O TEMPO E A MORTE

  • O mar poético do “Cancioneiro Geral”, compilado por Garcia de Resende, apresenta familiaridade alegre e descuidada, amor como diversão literária mais do que tragédia íntima, certo gosto masculino da troça e até da laracha apimentada.
    • Ali figuram pessoas de todas as classes e feitios, desde Gil Vicente a António Mendes de Portalegre, versejador de feição barroquista a exprimir-se em alarido de incontida sensibilidade ou pseudo-sensibilidade.
    • Um troteiro de trouxa às costas, qualquer pássaro atirado pela janela à rua, o mote gracioso de uma dama, a morte de um macho ruço e o respectivo testamento, umas ceroulas inéditas ou mangas apertadas de veste de fidalgo, certa capa francesa de D. Pedro de Sousa, uns olhos que partiam e outros que chegavam: tudo era notícia poética.
    • Aos poetas entretinha-os sobretudo o mal de amor, mais diversão do que tragédia íntima, pelo menos em poesia, uma diversão inteligente e subtil onde transparecem linhas subjacentes de uma metafísica de Eros.
    • Há também autêntica diversão sobressaltada pelo bom-senso lúcido a descobrir com um sorriso irónico o fingimento literário, referindo-se aos suspiros por peras, melão e figos.
    • Esse fingimento reflecte-se na insinceridade optimista da fidelidade amatória dos poetas, como se o amor deles nunca houvesse de morrer; dominava-os o culto do momento e fixavam-se na beleza da mulher sem repararem na velhice que se aproximava.
    • Sondagens menos apressadas revelam que tal poesia de superfície não impedia o contacto interior dos homens do “Cancioneiro Geral” com a dor, o tempo e a morte nas suas conexões com o amor e a vida.
    • Amar implica sofrer, talvez porque o coração do homem precisa de sofrer; a retórica incha inutilmente a bela realidade das coisas: nenhum inferno maior que o do amor e da sua dor sem fim.
  • Os poetas do “Cancioneiro Geral” colocaram literariamente a tragédia amorosa no desajuste entre a sua afeição permanente e as mudanças do coração amado.
    • Esqueciam o outro termo do problema porque, de uma maneira ou de outra, também o nosso amor acabará por morrer, pois nada consegue durar sempre debaixo da roda do sol.
    • Com o tempo, afundam-se ambos os termos do binómio Eros, embora eu julgue que o meu amor nunca há-de acabar; pura ilusão e esperança vã.
    • Há gritos de socorro pela morte: “Gram coforto meu tormeto com a moorte tomaria, por acabar; e meu triste penssamento, como eu descanssaria de ssospirar.”
    • Morrer para que também finde a tristeza: “My deseo es matarme / porque muera my tristura.”
    • Nuns versos a D. Violante, D. João de Meneses lembra que o que falta na vida talvez o tenha a morte.
    • Jorge de Resende pergunta aos seus males: se eu morrer, que será de vós? E aconselha: “Cuidado, menos rigor e não acabeis comigo. Ao menos, um dia de felicidade!”
    • Busca-se pactuar com a dor de amor e a morte: “Meus males, se me acabardes, que será de vós, pois em mim todos viveis? Mansinho, repousai, não useis comigo de tanta crueza, sede gentis e depois me acabareis.”
    • Cultiva-se uma espécie de amor suicida da morte, transformando-a na Ilha dos Desventurados onde se refugiam interiormente os que já se desinteressaram da vida.
    • É literatura de fingimento a entrar no mundo-de-fazer-de-conta, com os leitores e sobretudo as leitoras deliciadas por verem alguém morrer de amor.
    • Senhoras, pede o poeta: “querey por deos confortar, que por querer he doente de payxam, e jaz em cama d’amar pera morrer […] e ha honra da payxam e morte qu’ey de passar pola querer, confortay meu coraçam, que jaz em cama d’amar, pera morrer.”
    • Sofre-se paixão e morte de tanto amar dois olhos que matam; sofre-se e morre-se porque se desviam esses mesmos olhos ou já passou o tempo em que eles fitavam.
    • “Ó campos de Santarém, altas torres de Almeirim, fazeis-me lembrar de quem me fez esquecer de mim. Ó tempo, como passaste! E tu, Morte, antes me tivesses levado, pois agora não me recordaria!”
    • Pensar na antiga felicidade equivale a sofrer; choram-se até a morte das esperanças e, mais ainda, o fim das realidades, quebrando-se promessas feitas e dando fim ao bem querer.
    • Jorge de Resende afirma que só não muda o seu amor; D. Guterre agarra-se à mesma ilusória fidelidade: “Minha fee, mynha firmeza em vosso poder estaa, soffrerey minha tristeza, poys vossa merge m'a daa. E meu bem nunca faraa mudanca, nem na vereys, ate que nam m'acabey.”
    • Foge a vida sem consolação nem paz; duro é o coração que tal consente.
    • Amor eterno de um lado, desespero de retribuição do outro; tal desespero leva alguns poetas a insurgir-se contra uma fidelidade sem recompensa.
    • Jorge de Aguiar diz: “Amores, não me contesteis, por vosso não me queirais, nem chameis por mim. Estou farto da vossa inconstância e deixo-me de esperanças vãs.”
    • Isto que alguns afirmavam em voz alta, sentiam-no quase todos mesmo na parte que lhes tocava pela porta. Morre a confiança porque tudo muda com o tempo, que sepulta uns sentimentos e traz outros para o seu lugar.
    • Mergulha-se na essência do temporalismo, que implica necessariamente o ser e o des-ser das pessoas e coisas.
  • Diogo de Melo, ao chegar de Azamor, vê casada a senhora do seu coração e compõe uma poesia em torno da ventura e dos seus enganos e desenganos.
    • Com o tempo, mudam as coisas; hoje visita-nos a ventura e amanhã seremos desventurados.
    • “Ai de quem alcança, para depois o perder! Mais convém nada desejar.”
    • D. João de Meneses escreve: “Ditoso de quê vyver lyvre fora d'esperança, diguo eu sem no saber, coytado de quem alcança, ganhala para a perder. Poys tudo tam pouco dura, seguro que ná segura nam no quero de ninguém, nem desejo nenhû bem com despreços de mestura.”
    • Tudo passa e o durar pouco dura.
    • Pelo que já foi, Luís da Silveira julga o porvir; o tempo tudo altera, traz cuidados que farta, faz e desfaz mil vontades; das mais firmes, “nam duraram / antes loogo se mudaram”; pois a tudo há-de acontecer o mesmo, passam as coisas de agora como já passaram as de antigamente.
    • De tudo a Fortuna faz outra coisa.
    • Os meus anos levou-os o tempo, deixando-me mais descontente da vida que da morte; pois choro o mal presente e o bem que perdi; depois de morrer, descansarei.
    • Como nota “mestre Gil”, o tempo tem tanta força que faz do servo isento, faz liberal o avarento, do avarento faz perdido, do perdido faz sedento.
    • O tempo traz encobertos os desenganos e, por conseguinte, vive-se de aparências.
    • A morte assinala o termo da vida, pois breves são os dias: breves e trabalhosos.
    • Passa a felicidade e a glória; felizmente, embora os poetas se abstenham de o dizer em voz tão alta, o mal também passa: “En’esta vyda mortal nom ha hy prazer que dure, nem menos tamanho mal que por tempo nam se cure. Assi bem aventurados casos bem acontecydos, com'a outros desastrados, tam çedo como passados, sam de todo esqueçidos; he hüa rregra geral nam aver hy bem que dure, nem menos tamanho mal que por tempo se nam cure.”
    • Só na mudança é o mundo constante, sublinha Diogo Fogaça: “O mundo faz movimento, pero nunca he movido, do ganhado faz perdido, do perdido guanhamento. Faz sobyr, e faz cary do mays alto o mays perfundo, poys nam prasme que me vir, que assy entrou o mundo, e assy ha de sayr.”
    • Ao tempo, com antes, agora e depois, acontece o mesmo; uma coisa mede-se pelo que é e pelo que há-de ser.
    • Tão rapidamente se sucedem as realidades umas às outras que tudo parece ilusão: “Passa tão sem vagar, o folgar, nesta curta vida, que he falso todo prazer.”
    • Aceite-se o bem e o mal sem preocupações maiores, pois tudo passa: “Tudo se pode perder, naada nam pode duraar, e quem nisto bem cuydar, nem folguaraa com prazer, nem sentirá o pesar.”
    • Dói o bem passado; os poetas repetem este pensamento: passou, já não existe, foi morrendo até morrer de todo; ser temporal equivale a ser irreal ou quase; desfaz-se tudo em castelos de vento.
    • Nuno Pereira exclama: quem sonhara um sonho feliz e nunca dele acordara!
    • Porém tudo passa, mesmo a vida, embora não se saiba quando: “nam sey quand’ey de morrer.”
    • Francisco Mendes de Vasconcelos resolve meter-se frade: “Vede bem a brevidade da vida em que vivemos, e vede a vaydade do prazer que nela temos. Olhay bem cam pouco dura nela bem, e vede quanta tristura sempre tem.”
    • Chega-se ao “vanitas vanitatum” da Bíblia; o que passa é como se não existisse.
    • Luís Silveira condensa em versos portugueses as páginas desencantadas do Eclesiastes: tudo é vaidade, tudo se modifica e tudo acaba por aborrecer; uma geração vai, outra vem e nada de novo apesar de tantas mudanças; o que foi, será; esvai-se o tempo ao compasso dos dias, horas e minutos; quase tudo esquece; eu, Salomão, gozei de todas as maneiras, porém tudo era ilusão; a morte a todos iguala; por toda a parte, mudanças mil e mil desvarios; todos descontentes, uns chorando pelo passado, outros pelo presente; bem-aventurados os que nunca nasceram.
    • A vida, a mudança e o tempo, tudo é um; nada vale a pena.
  • A disputa de Álvaro Barreto com João Gomes a propósito da morte do duque tem por eixo o pensamento: o que foi e não é tanto vale como não ser.
    • Vida, riquezas? Leva-as a morte e a miséria; nada fica. O trespassado presente não pode estar.
    • Os feitos narrados pelas crónicas são apenas trelado sem original! Tais feitos já não existem de verdade: “Escreverê coronystas pera ler muito nos val, mas he fala das conquystas, trelado sem original. Cousa que ja foy em pee, que seu ser leyxa de ter, esta, se foy, e nam he, tanto he como nam ser.”
    • João Gomes replica: “O pasado sem presente, poys que foy, ser ná se tolhe, poys que deos todo potente este poder nom rrecolhe. Os feytos de Gudrufee de Bulhom nos fazem crer que o que foy, e nam he, ser nychel nam pode ser.”
    • Os feitos do passado, por exemplo de Godofredo de Bulhões, são algo mais do que nada apesar de já passados; não se verifica uma aniquilação total.
    • O passado, se não existe como presente, existe enquanto passado; subexiste; morreu na sua antiga maneira de ser, embora nada morra de todo; fica o ter existido; por isso, “o que foy e nam he / monta mays que de nam ser”; a memória é uma maneira de ser; o futuro é papa-sal.
    • O passado tem a marca da morte na medida em que passou; e viver é ir passando.
  • Nas coplas castelhanas em torno do desprezo do mundo, o Condestável D. Pedro dá a sentir a efemeridade da vida e das coisas sujeitas à morte.
    • A obra, sem originalidade, inserida numa vasta genealogia de composições similares, tem a universalidade de um lugar-comum, eco fiel de uma enorme corrente literária.
    • Homens, deixem as coisas caducas e vãs, abracem as boas e santas; só estas permanecem (não em si mesmas, mas no aspecto sobrenatural do amor divino que encerram e da recompensa que as espera).
    • Minerva, mestra sabedora, derrama em mim a tua doutrina! Sirvamos as virtudes, renunciemos ao que passa e saibamos ler a mentira no rosto falaz da Fortuna deste mundo; os seus dons rói-os o caruncho; voa para um e outro lado porque a inconstância é a sua lei; esta louca senhora a todos engana.
    • Depois vem a desgraça e chega o desengano; Creso, Policrates, Dario e o nobre Alcibíades estavam bem alto e do alto caíram.
    • Ai de nós, que amamos a mentira; seguimos atrás das riquezas efémeras, como se o homem não valesse mais do que elas; as riquezas só têm valor na medida em que as repartimos pelos outros.
    • Tu, fama transitória de asas formosas, percorres todo o orbe, porém a celebridade também morre; não falo, evidentemente, da autêntica fama, a da virtude. Quantos crimes para conquistar a glória! Prefira-se o bem que não perece nem teme o Inferno!
    • Grandezas, que valem elas? Quem mais alto está, de mais alto cai. Ser rei ou imperador não traz a felicidade; bons ou maus, eles sofrem mil cuidados e desventuras; Príamo foi assassinado; Agamémnon morreu às mãos de Egisto; Nero, que subjugava o mar e a terra, suicidou-se.
    • Ter a privança dos reis, outra ilusão; constrói-se na areia e o que agora parece um bem ver-se-á depois ser um mal.
    • Fujam todos dos prazeres, pois iludem e afastam do bem supremo; a luxúria e a gula acabam por aborrecer, deixando tristes, dolorosos, destruindo o corpo e matando a alma.
    • Nobreza de sangue? Sem a virtude, nada vale. Uma clara estirpe interessa, na verdade; por exemplo, a Mãe do Senhor entroncava em linhagem de reis, mas era santa! Somos todos filhos de Adão e nascemos e morremos da mesma maneira; em breve, todos nos reduziremos a pó.
    • Beleza, és outra vaidade; a morte transforma-a em pó e horror.
  • Abre-se uma nova jornada no poema, com D. Pedro a ensinar aos cristãos o caminho das virtudes: pobreza cristã, amor da solidão, castidade, misericórdia e a sua irmã a justiça, obediência, franqueza, liberalidade, recolhimento (“el vero saber callando floresce”), respeito pelos pobres, liberdade sobretudo interior, amor e temor de Deus.
    • Afasta-se do tempo e da morte, sombras que são e não são; no entanto, esta nova jornada, além de estar em estreita conexão com a primeira, refere-se também à morte e ao tempo para os vencer: despreza a morte e tem coragem, na certeza de que, sendo bom, serás feliz para sempre; breve é a dor que põe fim a dores maiores.
    • No termo deste poema ascético, aflora o mesmo pensamento de que tudo passa, para depois se receber o prémio ou o castigo.
  • Álvaro de Brito diz: deixemo-nos de seguir as sombras e amemos o que não morre; custa abandonar as belas aparências, mas temos de o fazer e fazemo-lo sem vontade a cada instante.
    • A vida lembra uma viagem tormentosa, um negro navegar; o homem, árvore seca, vai correndo e dobrando o cabo de desventura, sem porto nem barra segura.
    • Viajar implica largar e partir; a morte é o partir derradeiro — e ela virá depressa: “Breve vida te guerre, carne mezquina sospira, abre los ojos y myra la muerte como saltea. Myrarás la poca dura deste curso temporal, que so rregra de ventura no segura bien ni mal: y porque mejor se vea, en los passados consyra, abre los ojos y myra la muerte como saltea.”
    • Como um ladrão, assalta-nos a morte.
    • Duarte de Brito afirma que viver é uma viagem em que a felicidade passa por nós rápida como o vento; por isso o poeta chora e chorará ao longo da sua peregrinação mundanal: “chorarey em quanto dura / minha cativa jornada.”
    • Ama-se, talvez, uma ilusão destinada a findar; existe hoje e desaparece amanhã: “o bem passa tam asinha…”
    • Francisco de Sousa: “Assy que, poys tanto móta, nesta me deyxem viver, por que viver e morrer tudo tenho nña conta.”
  • D. João de Meneses abala para Tânger e pensa que talvez não regresse, pois a vida incerta anda e desanda.
    • João Roiz Castelo Branco recorda os que embarcam nas armadas e nunca mais voltam, muitos deles sumidos no mar e logo esquecidos: “E quantos esse mar tem somidos que nam pareçem, e quam çedo caa esqueçem, sem lembrarem a ninguem.”
    • Álvaro de Brito torna ao tema de ser vã a glória passageira do mundo, vãs as riquezas e senhorios; servir a Deus e não seguir atrás de ilusões! Morreu o rei D. Afonso, sentiu-o e chorou; pensa também na sua morte, de que maneira ela o salteará.
    • Depois veio o desastre, em Almeirim, do filho de D. João II; Álvaro de Brito compõe um pranto em seu louvor e chora morte tam estranha.
    • D. João Manuel e Luís Anriques fazem também prantos poéticos em castelhano, prolongando um género literário de sabor popular tanto do agrado da Idade Média; as imprecações contra a morte erguem-se em impotência amarga.
    • D. João II parte para a Terra da Verdade e tem prantos poéticos de Diogo Brandão e Luís Anriques; a morte mata sem tempo nem razão; a todos toca e, por conseguinte, todos devem pensar nela e desprezar os bens transitórios.
    • Inconstante é o mundo; os mortos, porém, não estão perdidos; partiram somente um pouco adiante.
    • António Mendes de Portalegre chora as tristezas da vida em castelhano, lembrando quase o alarido de uma mulherzinha do povo; chama pela morte pois sofre, sente-se desgraçado e não tem ninguém; contudo, para que chamar pela morte? Ela virá a seu tempo.
    • Curta é a vida, tratemos de salvar a alma: “Por hũ pequeno prazer, que queyma mais que a brasa, nam queirays alma perder, pois que em breve tempo passa. Tornay, filho, o mal levado, por que oo tempo da partida nam percays por hũ ducado todo o bem da outra vida.”
    • Poetas, deixai-vos de cantar o pecado! Virá o Dia do Juízo, exclama D. João Manuel num louvor a S. André, e daremos então conta das nossas mentiras: “Mas yvraa o espantoso juízo, de quem se conta qu'a deos todo poderoso de todo verbo ouçioso daremos estreya conta.”
  • Passa o tempo e, como uma vasta corrente, leva tudo consigo; a morte vai recolhendo os homens e seus feitos, ficando reduzido tudo a uma vaga recordação.
    • Isto compreendeu-o D. João II, ao perguntar a Garcia de Resende “se sabia as trovas de dom Jorge Manrique, que começão Recuerde el alma dormida”. Respondeu ele que sim e o rei fê-las dizer de cor e acrescentou que tão necessário era a um homem sabê-las como o Pater noster.
    • Jorge Manrique, naqueles versos densos, dá precisamente uma filosofia do tempo e da morte, do passar e do passar de todo.
    • Garcia de Resende compreendeu bem isto e, como ele, alguns dos poetas do “Cancioneiro Geral” meditam, aqui e além, sobre a “ineluttabilita della morte, il fuggire della vita e del tempo”.
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