islamismo:ibn-arabi:austin:jose

SABEDORIA DA LUZ NO MUNDO DE JOSÉ

Fusus, RABW

A Luz Divina e a Sombra Cósmica

Embora o capítulo comece com uma discussão sobre o assunto da Imaginação, com referência especial aos sonhos e visões de José, o tema principal do capítulo é, como o título sugere, a Luz divina e a sombra cósmica.

  • Grande parte do que é dito aqui sobre símbolos e a necessidade de sua interpretação é semelhante ao material sobre o mesmo assunto no capítulo sobre Isaac (Capítulo 6).
  • O ser humano, como imagem microcósmica do macrocosmo, experimenta o processo Imaginativo tanto como parte do processo criativo maior quanto como tendo dentro de si uma faculdade imaginativa.
  • O homem experimenta “uma imaginação dentro de uma Imaginação”, seu próprio “sonho” microcósmico sendo parte do maior “sonho” macrocósmico.
  • A situação criativa como um todo, que requer o dispositivo do “outro” para efetivar seu propósito, pode ser vista como um tipo de sonho divino no qual a ilusão de algo que “não sou Eu” é apresentada à consciência divina como o reflexo de Sua própria possibilidade.
  • O estado de vigília neste contexto é o estado inalienável da Unidade do Ser.

A Luz como Agência de Criação

A Luz é vista aqui como sendo mais uma agência de criação, similar ao Sopro do Misericordioso, à Imaginação ou ao espelho.

  • A Luz é aquela potência que ilumina ou torna aparentes os arquétipos não existentes e latentes do conhecimento de Deus, como Cosmo criado.
  • Em certo sentido, no entanto, a Luz é também um símbolo para a própria divindade como Criadora.

A Sombra Cósmica em Duas Acepções

A imagem da sombra cósmica é mais complicada, pois Ibn Arabi vê seu significado de duas maneiras.

  • Primeiro, a sombra é vista como uma imagem do próprio Cosmo, como sendo em certo sentido destacada e aparentemente separada de Deus, embora seja, em última análise, um absurdo sem Sua Luz.
  • Segundo, a sombra é vista como uma imagem do estado não manifestado das essências latentes do Cosmo in divinis.
  • A qualidade de escuridão e obscuridade da sombra é vista tanto como uma indicação da distância aparente do Cosmo em relação a Deus, assim como seu obscurecimento, por sua complexidade formal, da realidade divina, quanto como um símbolo da ocultação e não existência das essências não criadas e não manifestadas do Cosmo em Deus.
  • A sombra, seja como imagem do Cosmo criado ou, ainda, não criado, não é, de diferentes maneiras, outra coisa senão Deus, seja como imagem refletida ou como conteúdo inerente do conhecimento.

A Interação entre Luz e Cor

Outra maneira de explicar a relação é usar a interação da luz e da cor.

  • A luz e a cor são vistas como em estado potencial e latente em seu estado não iluminado ou como iluminadas em toda a sua variedade de matizes.
  • Isso ilustra a dependência mútua da luz e da cor: da luz para sua diferenciação e da cor para sua manifestação.

A Realidade como Deus e a Realidade como Essência

O capítulo é concluído com mais discussão sobre a diferença entre a Realidade como Deus em Sua relação com os seres criados através de Seus Nomes, e a Realidade como Essência que transcende todo o processo criativo.

islamismo/ibn-arabi/austin/jose.txt · Last modified: by 127.0.0.1