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CÂNONES FILOSÓFICOS

  • Aquilo que está próximo da perfeição, facilmente é levado à perfeição.
  • Os imperfeitos não podem ser levados à perfeição até que sejam despojados de seu enxofre feculento e de sua gordura terrena, que estão misturados com o Mercúrio e o Enxofre. Esta é uma medicina perfeita.
  • É impossível fixar o imperfeito sem o espírito e o Enxofre dos perfeitos.
  • O Céu dos filósofos resolve todas as coisas em sua primeira matéria, ou seja, em Mercúrio.
  • Quem pretenda reduzir os metais a Mercúrio sem o Céu Filosófico ou a aqua vitae metálica engana-se, visto que a impureza do Mercúrio pode ser observada em todas as dissoluções.
  • Nada pode ser fixado de forma perfeita se não for misturado indissoluvelmente com o fixo.
  • O ouro fusível pode ser alterado e convertido em sangue.
  • Para que a prata seja fixada, esta não deve ser pulverizada nem dissolvida em água. Isto representaria sua destruição. Sua fixação ocorre ao reduzi-la necessariamente a Mercúrio.
  • A prata não pode ser convertida em ouro se não for mediante a Pedra Filosofal, a menos que tenha sido reduzida primeiro a Mercúrio. O mesmo ocorre com os demais metais.
  • Os corpos imperfeitos são levados à perfeição e ao ouro perfeito quando são reduzidos primeiramente a Mercúrio, adicionando-se-lhes Enxofre branco ou vermelho.
  • Todos os corpos imperfeitos são levados à perfeição mediante a redução a Mercúrio e, posteriormente, pelo cozimento com Enxofre e o fogo adequado. Então se convertem em prata e ouro. Aqueles que pretendem criar ouro e prata de outro modo enganam-se e trabalham em vão.
  • O enxofre de Marte é o melhor. Unido ao enxofre de ouro, converte-se em uma medicina.
  • Não se gera ouro se antes não houver sido prata.
  • A Natureza cria e gera os minerais por graus. De uma só raiz, geram-se todos os metais, sendo o resultado final o ouro.
  • O Mercúrio corrompe o ouro, resolve-o em Mercúrio e o torna volátil.
  • A Pedra compõe-se de Enxofre e Mercúrio.
  • Se a preparação do Mercúrio não for ensinada por um artista mestre, jamais será encontrada pela leitura de livros.
  • A preparação do Mercúrio para a Menstruação Filosófica denomina-se Mortificatio.
  • A práxis deste arcano vai além de todos os segredos da Natureza e, a menos que seja revelada ou ensinada, certamente não será encontrada nos livros.
  • O Enxofre e o Mercúrio são as matérias da Pedra. Portanto, o conhecimento do Mercúrio é necessário para a escolha de um Mercúrio digno para a Obra.
  • Há um Mercúrio oculto em um corpo, sem preparação alguma, e a arte de sua extração é difícil.
  • O Mercúrio pode ser fixado e convertido em ouro e prata para o compêndio ou a abreviação da Obra.
  • A fixação e a congelação são um só trabalho, realizado a partir de uma só coisa e em um só recipiente.
  • Aquilo que fixa e congela o Mercúrio também o tinge, da forma que anteriormente foi mencionada.
  • Durante a Obra deve-se observar a graduação do fogo. No primeiro grau, o Mercúrio dissolve o corpo; no segundo grau, o Enxofre seca o Mercúrio; no terceiro e quarto graus, o Mercúrio fixa-se.
  • As coisas misturadas radicalmente tornam-se depois inseparáveis. Assemelham-se à neve e à água.
  • Vários simples, passados pela putrefação, produzem outros simples.
  • A forma e a matéria devem ser, por necessidade, da mesma espécie.
  • O Enxofre homogêneo é da mesma natureza que o Sol e a Lua. Este Enxofre produz ouro e prata puros, não dos que podem ser vistos diariamente, mas de um tipo que pode ser dissolvido em Mercúrio.
  • Sem a dissolução filosófica do ouro em Mercúrio, não se pode extrair do ouro uma forma fixa de untuosidade. Esta substitui um fermento que gera o Sol e a Lua, além de substituir também o que se faz por meio de uma forma de redução que Geber denomina Rebis.
  • Os metais resolvidos em Mercúrio reduzem-se a um corpo novamente, adicionando-se uma pequena quantidade de fermento. De outro modo, este sempre retém a forma do Mercúrio.
  • O levedo do Tártaro dos Filósofos, que reduz todos os metais a Mercúrio, é a aqua vitae metálica dos filósofos, à qual chamam também de fezes dissolvidas.
  • O Enxofre e o Mercúrio são da mesma natureza homogênea.
  • A Pedra dos Filósofos não é outra coisa senão ouro e prata, elevados ambos a uma tintura muito alta.
  • O Sol e a Lua por si mesmos, em suas próprias espécies, possuem riquezas suficientes. Devem-se, então, reduzi-los à natureza de um fermento. A massa resultante pode ser multiplicada.
  • Os extremos no Mercúrio são dois: a crueza, por um lado, e por outro, a mais requintada decocção.
  • Os filósofos observam que as coisas secas bebem rapidamente seus úmidos.
  • A cal alterada da Lua logo bebe seu Mercúrio, fundamento dos minerais filosóficos.
  • O Enxofre é a alma, mas o Mercúrio é a matéria.
  • O Mercúrio congela-se em um corpo imperfeito e adota a mesma espécie do corpo imperfeito, por cujo enxofre se congelou no princípio.
  • Produzir o Sol e a Lua com os enxofres dos corpos imperfeitos é impossível. É impossível que qualquer coisa dê mais do que possui.
  • O Mercúrio dos metais é a semente feminina, pois, por projeção, atravessa as qualidades de todos os metais até chegar ao ouro.
  • Para a extração da tintura vermelha, o Mercúrio anima-se com o fermento do ouro; a extração da tintura branca realiza-se com o fermento da prata.
  • O trabalho dos filósofos realiza-se rapidamente, sem esforço algum, em qualquer lugar e em qualquer momento, desde que possuam a verdadeira matéria.
  • Os enxofres do Sol e da Lua fixam os espíritos de suas espécies.
  • Os enxofres do Sol e da Lua são as verdadeiras sementes masculinas da Pedra.
  • Todos os que possuem o poder de fixar deverão ser permanentes e fixos.
  • A tintura que confere a perfeição aos imperfeitos provém da fonte do ouro e da prata.
  • Aqueles que tomam o Enxofre de Vênus enganam-se.
  • Vênus não possui nada que seja útil ou que sirva na grande obra espagírica.
  • O Sol convertido em Mercúrio, antes da conjunção com a Menstruação, não pode ser um fermento, uma alma ou um enxofre.
  • A obra, finalizada pela reiteração, torna-se ígnea.
  • Na abreviação do trabalho, os corpos perfeitos devem ser reduzidos a um Mercúrio vulgar que possa receber devidamente o fermento.
  • A preparação do Mercúrio pela sublimação é superior àquela que se realiza mediante a amálgama. Contudo, nota-se que se deve reanimá-la.
  • A alma não pode imprimir uma forma se não for com o auxílio de um espírito. Este não é mais do que ouro convertido em Mercúrio.
  • O Mercúrio recebe a forma do ouro por mediação do espírito.
  • O Ouro resolvido em Mercúrio é espírito e alma.
  • O Enxofre dos filósofos, a tintura e o fermento referem-se todos a uma só coisa.
  • O Mercúrio Vulgar equivale à natureza do Mercúrio dos corpos.
  • O fermento faz com que o Mercúrio torne-se muito pesado.
  • Quando o Mercúrio Vulgar não é animado ou não possui alma, não serve nem para uma operação universal nem para uma operação particular.
  • Somente então a alma imprime-se no Mercúrio mortificado.
  • O Sol pode ser preparado como um fermento, de modo que uma parte do mesmo anime dez partes de Mercúrio, e este trabalho não tem fim.
  • O Mercúrio dos corpos imperfeitos substitui aquele Mercúrio vulgar, mas a arte de extraí-lo é difícil.
  • O Mercúrio Vulgar torna-se ouro pela projeção da Pedra Filosofal. Portanto, pode ser exaltado e poderá ser equivalente a todos os Mercúrios dos corpos.
  • O Mercúrio Vulgar animado é um grande segredo.
  • Os mercúrios de todos os metais, pela abreviação do trabalho, convertem-se em ouro ou prata.
  • O calor úmido e suave denomina-se o fogo do Egito.
  • Nota: A Lua não é a Mãe da Prata vulgar, mas um mercúrio com alguma qualidade da Lua Celeste.
  • A Lua Metálica é de natureza metálica.
  • O Mercúrio Vulgar assume uma natureza feminina por sua esterilidade.
  • O Mercúrio dos minerais médios demonstra a natureza da Prata por similitude.
  • Todas as coisas são produzidas a partir do Sol e da Lua.
  • O homem e a mulher, ou seja, o Sol e o Mercúrio, coagulam-se juntos.
  • O Mercúrio Vulgar sem preparação é algo alheio à Obra.
  • Quatro partes de Mercúrio e uma de ouro, que substitui o fermento, constituem um matrimônio.
  • A solução realiza-se quando o ouro foi resolvido em Mercúrio.
  • Sem putrefação não há dissolução.
  • A putrefação dura até que a brancura apareça.
  • É um grande segredo mundificar o Mercúrio com o qual se prepara a Menstruação, na qual se dissolveu ouro.
  • O Mercúrio resolve o ouro em forma de água, isto é, em Mercúrio fluente como ele mesmo.
  • A dissolução é o início da congelação.
  • O Sol dissolvido em Mercúrio fluente por um curto espaço de tempo permanece nessa forma.
  • O fermento seca o Mercúrio, torna-o pesado e o fixa.
  • O Sol dos filósofos é qualificado como fonte.
  • A Matéria, mediante o poder da putrefação, converte-se em uma parte que é o princípio da congelação.
  • Há uma forma breve de extrair o Enxofre do Sol e da Lua, por meio da qual todo o Mercúrio se fixa no ouro e na Prata.
  • A Matéria nunca deve ser retirada do fogo para que não se resfrie, pois, do contrário, estraga-se.
  • Quando a Matéria tornar-se negra, deve-se aplicar o segundo grau do fogo.
  • A Limpeza dos Filósofos é uma mera similitude, visto que apenas o fogo aperfeiçoa tudo.
  • O veneno e o fedor são retirados somente por meio do fogo, que é o único que tudo absolve.
  • O fogo, por sua virtude penetrante e aguda, lava mais do que qualquer outra água.
  • Quando em qualquer coisa vegetal se extingue o calor ou a cor, o que se segue é a sua morte.
  • O espírito é a cor.
  • (fragmento perdido).
  • Quando a Matéria foi levada à brancura, então já não pode ser destruída.
  • Toda corrupção das coisas é notada por um veneno mortal.
  • O vidro ou o recipiente denomina-se Mãe.
  • A virtude do Enxofre pode estender-se até certo ponto.
  • Deve-se observar a questão de por que os filósofos chamam sua Matéria de Menstruação.
  • O Enxofre dissolve o nome de uma forma, mas a Menstruação dissolve o nome da Matéria.
  • A Menstruação representa os elementos pequenos e inferiores, ou seja, a terra e a água. O Enxofre é o elemento superior e o fogo e o ar são os agentes.
  • Tudo se estraga quando se quebra a casca do ovo e sai o filhote, matando-o; isto ocorre igualmente quando se abre o recipiente e o ar toca a matéria.
  • A calcinação, realizada com Mercúrio em um forno de revérbero, é adequada.
  • Os métodos do estilo filosófico devem ser laboriosamente anotados, visto que pela sublimação compreendem a dissolução dos corpos em Mercúrio pelo primeiro grau do fogo. Segue-se a segunda operação, que é a condensação ou ato de espessar o Mercúrio com o Enxofre. A terceira é a fixação do Mercúrio em um corpo perfeito e absoluto.
  • Há um número infinito de heterogeneidades que não permitem que o Mercúrio, em sua forma original, misturada pela cal dos corpos perfeitos, seja a matéria da Pedra.
  • A medicina branca é levada à perfeição no terceiro grau do fogo, e este grau não pode ser transgredido quando se faz a medicina branca, sob risco de destruir a Obra Branca.
  • O quarto grau do fogo faz com que a matéria avermelhe e, nesse momento, aparecem várias cores.
  • O trabalho após o Branco, que não foi levado a uma vermelhidão elevada, é imperfeito; isto se refere não apenas à Tintura branca, mas também à Vermelha.
  • Após o primeiro grau do fogo persa, a matéria torna-se mais poderosa.
  • A obra não é levada à perfeição a menos que seja encerada e fundível como a cera.
  • O trabalho de inceração realiza-se mediante a adição de duas e três partes de Mercúrio, que confere o ser à Pedra.
  • A inceração da medicina Branca faz-se com a água Branca ou o Mercúrio animado com a Lua, mas o encerado da medicina vermelha faz-se com o Mercúrio animado com ouro.
  • Basta que a matéria, após o encerado, assemelhe-se a uma pasta.
  • Deve-se continuar encerando até que se obtenha a consistência adequada.
  • Quando o Mercúrio com o qual se realizou o encerado foge, isto em nada prejudica.
  • A medicina devidamente encerada explica o enigma do rei saindo da fonte.
  • O Sol reduzido à sua água ou primeira matéria, mediante o Mercúrio vulgar, estraga-se se resfriar.
  • O filósofo toma a matéria preparada pela natureza e a reduz à primeira matéria, visto que tudo se reduz à sua origem, do mesmo modo que a neve se mistura com a água.
  • Os homens sábios convertem anos em meses, meses em semanas e semanas em dias.
  • A primeira decocção do Mercúrio realizada pela natureza é a única causa de sua perfeição simples. Não pode alcançar maior perfeição simples, embora se deva auxiliar esta simplicidade. Isto pode ser feito inseminando ouro em sua própria terra, que nada mais é do que puro Mercúrio, que por natureza está pouco ou imperfeitamente digerido.
  • Na segunda decocção do mercúrio, a virtude do mercúrio aumenta dez vezes.
  • A Pedra do Mercúrio faz-se reiterando a decocção, adicionando-se ouro, além de cozinhar o homem e a mulher duas vezes.
  • O Sol deve ser adicionado ao Mercúrio para que possa converter-se em Enxofre e, após ser cozido, transforma-se na Pedra física.
  • Muitos contemplam o Mercúrio filosófico, mas não o conhecem.
  • Qualquer mercúrio de qualquer origem representa a matéria da Pedra, se tomado de forma devida.
  • Qualquer coisa da qual se possa extrair Mercúrio é o sujeito da Pedra.
  • Todos os que interpretam os escritos dos filósofos ao pé da letra enganam-se, visto que eles afirmam um só mercúrio.
  • Um Mercúrio supera outro em calor, secura, decocção, pureza e perfeição, quando, sem corrupção da forma, deve ser preparado e purgado de tudo quanto é supérfluo. Nisto consiste o segredo da Pedra.
  • Se a preparação do Mercúrio vulgar fosse conhecida pelos estudantes desta Arte, não se buscaria nenhum outro mercúrio, nem qualquer outra aqua vitae, nem qualquer outra água mercurial, pois o Mercúrio comum contém tudo isso.
  • Todos os mercúrios metálicos podem ser levados e exaltados à qualidade de qualquer mercúrio dos corpos por graus sucessivos.
  • O Mercúrio vulgar, antes da digestão devida, não é o Mercúrio Filosófico. Após a preparação, é conhecido por este nome, pois contém uma forma verdadeira e um método de extrair o mercúrio dos demais metais. Este é o princípio da obra.
  • O mercúrio vulgar preparado é a aqua vitae metálica.
  • O Mercúrio passivo e a Menstruação não perdem, de modo algum, a forma externa do Mercúrio.
  • Qualquer um que utilize, em vez de Mercúrio corrente, qualquer tipo de sublimado, pó calcinado ou precipitado, engana-se.
  • Qualquer um que resolva o Mercúrio em água clara para realizar a grande obra equivoca-se. Produzir o Mercúrio de água limpa não depende do poder de qualquer corpo, mas unicamente do poder da natureza.
  • É o Mercúrio bruto que necessariamente dissolve o ouro no Mercúrio no trabalho filosófico.
  • Quando o Mercúrio se reduz a água, dissolve o ouro na água. Para o trabalho da Pedra, é necessário que este se dissolva em Mercúrio.
  • O esperma e a Menstruação devem assemelhar-se externamente.
  • Diz-se na doutrina dos filósofos que necessariamente ele (o esperma) deve umedecer a natureza, mas se a menstruação estiver seca, não há dissolução possível.
  • Deve-se considerar a semente da Pedra de forma semelhante aos metais.
  • É necessário que a semente da medicina filosófica seja como o Mercúrio vulgar.
  • O maior segredo de todos é saber que o Mercúrio é simultaneamente matéria e Menstruação, e que o Mercúrio dos corpos perfeitos é a forma.
  • O Mercúrio por si só nada faz na geração.
  • O Mercúrio é a terra elementar na qual se insemina o ouro.
  • A semente do ouro é dotada de uma virtude multiplicativa.
  • O Mercúrio perfeito busca uma mulher para a obra da geração.
  • Cada mercúrio consta de dois elementos: os brutos, que procedem da água e da terra, extraídos por ebulição do fogo e do ar.
  • Se alguém deseja converter o Mercúrio em um metal, deve-se adicionar um pequeno fermento para que possa alcançar o grau de perfeição desejado.
  • O maior arcano do mundo é a dissolução física e a redução a Mercúrio.
  • A dissolução do ouro deve ser aperfeiçoada pela natureza e não por obra do homem.
  • Quando o ouro se une com seu mercúrio, possui a forma do ouro, mas a preparação principal ocorre na cal.
  • Questiona-se entre os sábios se a união do mercúrio da Lua e o do ouro pode substituir a Menstruação Filosófica.
  • O mercúrio da Lua mantém a natureza de um homem, e dois homens podem gerar, no máximo, duas mulheres.
  • Para a extração do elixir, deve-se obter a mais pura substância do Mercúrio.
  • Aquele que trabalha deverá buscar na sublimação das duas luminárias.
  • O ouro confere uma tintura dourada e a prata confere uma tintura prateada, mas aquele que sabe tingir o Mercúrio com prata ou ouro possui um grande segredo.
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