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SABEDORIA DA VIRTUDE NO VERBO DE LUQMAN
Fusus, RABW
A Relação em Termos Alimentares
Outra maneira que Ibn Arabi tem de tentar explicar a mutualidade e interdependência dos conceitos “Deus” e “Cosmo” é descrever a relação em termos alimentares.
- Alimento é aquilo que é levado para o próprio corpo para ser disseminado e assimilado para a sustentação da vida.
- Como criaturas, os seres são alimento para Ele e Ele é alimento para os seres.
- Em Sua divindade, como “Deus” (Allah), Ele necessita do sustento da adoração, escravidão e contingência, enquanto os seres, em sua servidão e criaturalidade, necessitam do sustento de Sua suficiência, realidade e poder.
- Em Sua essência, como a Identidade Suprema (huwiyyah), Ele necessita do nutrimento da essencialidade latente, enquanto os seres, em sua latência, necessitam do nutrimento de Sua Consciência.
A Diferença em Relação à Teologia Ash’arita
Mais adiante no capítulo, torna-se clara a diferença essencial entre a própria visão de Ibn Arabi sobre a natureza das coisas e a da teologia ash’arita.
- Concorda-se com a conclusão de que o Cosmo é de uma substância, mas discorda-se da noção, necessária à teologia exotérica, de que essa substância é, última e essencialmente, outra ou separada da realidade de Deus.
A Relação das Múltiplas Partes com a Essência Única
O capítulo é concluído com mais uma discussão sobre a relação das múltiplas partes com a Essência Única.
- Cada parte não é outra senão a Essência, a qual é, por sua vez, a verdadeira identidade (realidade) de cada parte.
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