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SABEDORIA DA EXPIRAÇÃO NO VERBO DE SETH

Fusus, RABW

A Doação Divina e o Sopro Expiratório

O capítulo nomeado após Sete trata da doação divina e do sopro expiratório a que se refere o título.

  • A palavra árabe para “expiração” deriva da raiz nafakha, que significa literalmente “soprar”.
  • A doação divina por excelência é a da própria existência, cuja efetivação está intimamente relacionada ao conceito da Misericórdia criativa, frequentemente denominada Sopro do Misericordioso (nafas al-rahman).
  • O sopro mencionado no título é precisamente aquela projeção extrovertida inspirada pelo desejo divino de Autoconsciência que, do ponto de vista da existência criada, é o ato supremo de doação e generosidade divinas.
  • Todos os outros dons particulares de Deus são aspectos daquele dom original da existência, uma vez que cada dom particular a uma criatura particular serve apenas para confirmar aquele pacto existencial pelo qual Deus afirma o significado ontológico do Cosmo.
  • O dom universal do devir é o dom da Essência, enquanto o dom dos Nomes é a manifestação particular daquela autodoação suprema de Deus.

A Predisposição Latente e a Gnose (ma’rifah)

A noção de doação divina está intimamente relacionada ao conceito de predisposição latente in divinis.

  • A qualidade e a natureza da existência como criatura, em geral e em detalhe, não pode ser nem mais nem menos do que aquilo que se está eternamente predisposto a ser na essência latente.
  • Não apenas o dom ou resposta, mas também a própria formulação do pedido é determinada pela predisposição latente para fazê-lo.
  • A consciência ou conhecimento daquilo que se está predisposto a ser in aeternis é uma parte essencial do que se chama ma’rifah ou gnose, pois envolve o conhecimento de si mesmo que é, ao mesmo tempo, conhecimento da Realidade divina da qual se é, latente e essencialmente, inescapavelmente um aspecto, sendo esse o significado do dito “Quem conhece a si mesmo conhece seu Senhor”.
  • A gnose não é o conhecimento adquirido do aprendizado profano, mas sim, como a raiz árabe sugere, um reconhecimento e apreensão imediatos não de algo novo ou estranho, mas sim do estado e status das coisas como elas realmente são, sempre foram e eternamente serão, conhecimento esse que é inato no homem, mas posteriormente coberto e obscurecido pela ignorância espiritual encorajada pela preocupação com dados efêmeros e parciais.

O Selo dos Santos e o Selo dos Apóstolos

A gnose, que é potencial em toda a humanidade, é a herança espiritual realizada dos santos, profetas e apóstolos, e particularmente do próprio Selo.

  • Essa gnose é a cognição normativa do Homem Perfeito, que percebe toda diferença e identidade em termos da Realidade, fora da qual nada é ou existe.

A Predição sobre o Destino da Humanidade

O capítulo é concluído com uma curiosa predição sobre o destino do homem conforme definido em seus ensinamentos.

  • O último humano verdadeiro, na linhagem de Sete, nascerá na China e terá uma irmã mais velha.
  • Depois disso, os homens se tornarão como bestas, desprovidos de espírito e lei, até a chegada da Hora.
  • Aquela síntese humana particular de espírito e natureza, da qual todos fazem parte, chegará ao fim e o elo será quebrado.
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