INDEPENDÊNCIA É UM GRANDE BEM.
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Um ancião vestido com um hábito de tecido áspero carregava nas costas um fardo de espinhos. Caminhando mancando, a cada passo, ele derramava sementes de gratidão: «Ó Deus! Tu que ergueu esta abóbada sublime! Tu que sabes consolar o coração dos aflitos! Tu abriste para mim as portas da felicidade; e colocaste na minha testa a tiara da honra.” Um jovem, todo orgulhoso de sua juventude, fazia galopar de longe o corcel do orgulho. Essa invocação chegou aos seus ouvidos; então ele exclamou: “Cala-te, velho tagarela! Quando arrastas os passos, com espinhos nas costas, onde está, então, a tua fortuna? Onde está, então, a tua honra?” O ancião respondeu: “Existe felicidade maior do que a de não mendigar à tua porta?… Dou graças a Deus por não me rebaixar, tornando-me súdito de um ser como tu. Apesar da minha pobreza, Deus me concedeu viver sem dever nada a ninguém, como um homem verdadeiramente livre.” (Djâmi, Hekmat, p. 289.)
