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Iatromantes (resumo)

PSYCHANODIA

  • O dionisismo representa uma categoria de extase coletivo grego anterior ao século V, caracterizado pela possessão involuntária provocada pela mania do deus Dioniso.
    • H. Jeanmaire sustenta que o dionisismo continua uma tradição mítico-ritual muito antiga ligada a divindades femininas como Hera e Ártemis.
    • As manifestações principais do ritual dionisíaco são o vagabundear pelas montanhas (oreibasia), o consumo de bebidas inebriantes e a dança.
    • A cena central do ritual é a laceração de uma vítima animal ou humana e a ingestão de sua carne, executadas em estado de inconsciência.
  • A oposição entre o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco, explorada por Nietzsche e Rohde, revela duas visões distintas sobre a natureza do extatismo grego.
    • Nietzsche concebia uma síntese superior entre os dois espíritos.
    • Rohde limitou-se a deplorar as epidemias de coreia religiosa e julgou o dionisismo, de origem trácia, uma degeneração em relação ao apolinismo grego.
  • Existe uma categoria distinta de extáticos gregos em relação com Apolo Hiperbóreo, cujas manifestações contrastam com a fenomenologia do dionisismo.
    • Eric R. Dodds identificou fortes analogias entre esses personagens e os xamãs do centro e do nordeste da Ásia.
    • Dodds chegou a denominá-los “xamãs”.
  • I. M. Lewis propôs uma tipologia funcional dos fenômenos de possessão que engloba o xamanismo, distinguindo três tipos principais.
    • Cultos extáticos: o sujeito é possuído involuntariamente pelos espíritos.
    • Xamanismo: o sujeito-operador domina os espíritos segundo sua vontade.
    • Feitiçaria: o operador dirige os espíritos contra um sujeito passivo que será possuído contra sua vontade.
  • O dionisismo grego se enquadra na categoria dos cultos extáticos, enquanto a pertença dos extáticos apolíneos à classe dos xamãs não é evidente e exige análise.
    • Lewis descreveu os cultos extáticos a partir de fenômenos de possessão ritual coletiva, como o sar africano, cujas analogias com o dionisismo já haviam sido assinaladas por H. Jeanmaire.
    • A questão central é determinar se o apelativo “xamã” convém ou não ao iatromante grego.
  • O problema do extatismo grego foi abordado segundo três perspectivas: indo-europeísta, histórico-cultural e mediterrânea.
    • G. Hoelscher observou em 1914 a estreita semelhança entre os nebi'im judeus e as bacantes.
    • O hebraico dispõe de uma palavra que significa “fazer o nabi”, correspondente ao grego “fazer o bacante”.
    • Os judeus também conheceram a categoria dos iatromantes, sendo os mais célebres Eliyah e seu discípulo Elishah, do século IX.
  • Existe uma tradição mediterrânea do iatromante que deve ser distinguida dos cultos coletivos, e C. Grottanelli não capta essa diferença ao equiparar extáticos dionisíacos a extáticos solitários.
    • O profeta Elias, arrebatado ao céu em carro de fogo, assemelha-se a Parmênides, que também viaja no carro solar além das portas do Dia e da Noite.
    • Os iatromantes apresentam mais semelhanças com os xamãs, ainda que essas analogias não sejam suficientes para que se lhes aplique tal nome.
  • Do ponto de vista sociológico, os iatromantes compõem-se exclusivamente de indivíduos masculinos e isolados, em relação com Apolo Hiperbóreo, e reúnem funções de médico, adivinho, purificador e taumaturgo.
    • São capazes de longos deslocamentos no espaço, tanto em espírito quanto corporalmente.
    • Não parecem utilizar substâncias euforizantes ou alucinógenas, embora tal possibilidade não possa ser descartada.
    • São vítimas do que a medicina moderna chama “síndrome de abstinência”, evitando comer e provavelmente as relações sexuais.
  • Uma passagem de Clemente de Alexandria reúne os nomes dos principais iatromantes: Pitágoras, Abaris o Hiperbóreo, Aristeas de Proconeso, Epimênides o Cretense, Zoroastro o Medo, Empédocles de Acragas, Fórmion de Esparta, Poliarate de Tasos, Empédotimo de Siracusa e Sócrates o Ateniense.
    • Sócrates e Zoroastro devem ser excluídos da lista, sendo este último uma ficção helenística.
    • Empédotimo é personagem fictício criado por Heráclides do Ponto.
    • A lista completa deve incluir ainda Bakis, Cleônimo de Atenas, Hermotime de Clazômenas e Leônimo de Crotona.
  • Abaris chega do Norte portando uma flecha que é atributo de Apolo Hiperbóreo, e seu encontro com Pitágoras em Olímpia revela a identificação deste com o próprio deus.
    • Segundo Licurgo, a flecha é a própria arma de Apolo; segundo Heráclides do Ponto, ela tem as dimensões de uma lança e é propriedade pessoal do deus.
    • Porfírio e Jâmblico descrevem Abaris como sacerdote de Apolo Hiperbóreo.
    • Em Crotona, Pitágoras era considerado Apolo Hiperbóreo em pessoa.
  • Aristeas de Proconeso é o especialista incontestável das questões nórdicas, tendo realizado, possuído por Apolo, uma viagem até os Hiperbóreos descrita em seu poema Arimaspeia.
    • Heródoto narra o reaparecimento de Aristeas em Metaponto 240 anos após sua segunda partida, acompanhando Apolo sob a forma de um corvo.
    • O oráculo de Delfos confirmou a autenticidade da mensagem de Aristeas, e dois monumentos em sua honra existiram em Metaponte.
  • Fórmion é ferido e curado pelos Dioscuros, enquanto Leônimo, seu duplo, realiza uma viagem até a Ilha Branca (Leuce), onde encontra Aquiles e Ajax.
    • A ilha branca ou vermelha, jardim de Apolo situado além do oceano ocidental, é uma terra de beatitude póstuma.
    • A. Dieterich a considera uma variante do paraíso terrestre dos Hiperbóreos.
  • O apelativo entheos aplicado aos iatromantes não permite concluir que todas as categorias de possuídos pertencem à religião de Dioniso, e o perfil ideal do iatromante reúne abstinência, previsão, taumaturgia, ubiquidade, anamnese de vidas anteriores e viagens extáticas.
    • Aristeas é designado por Heródoto como phoibolamptos, possuído por Febo.
    • Os iatromantes são por excelência adivinhos (manteis), autores de oráculos (chresmologoi), purificadores (cathartes) e medicine-men (iatroi).
  • A abstinência é confirmada pelas lendas de Abaris, Pitágoras e sobretudo Epimênides.
    • Abaris não come nada em seu trajeto da Hiperbóreia até a Grécia e a Itália.
    • Heráclides, Dicearco e Clearco atribuem a Pitágoras a morte por inanição, à maneira do herói Trofônio.
    • Epimênides, que dorme 57 anos na caverna de Zeus, mantém-se vivo consumindo pequenas quantidades de uma planta chamada alimos, possivelmente uma droga extirpada de raízes com alcaloide euforizante semelhante à coca.
  • Abaris, Aristeas, Bakis, Epimênides, Hermotime e Pitágoras são adivinhos, com diferentes níveis de detalhe nas fontes.
    • Abaris prediz terremotos e uma peste.
    • Epimênides prevê a guerra persa com dez anos de antecedência e, segundo Pausânias, é morto pelos espartanos por causa de uma profecia desastrosa.
    • Pitágoras prediz a presença de um cadáver em um navio, o aparecimento de uma ursa branca em Caulônia e perseguições a seus discípulos de Metaponto.
  • Abaris, Empédocles e Pitágoras são praticantes de magia natural, com poderes sobre os ventos, as tempestades e os elementos.
    • Abaris é autor de encantamentos e sabe desviar os ventos.
    • Empédocles encerra os ventos em sacos de couro mediante “sacrifícios hiperbóreos” e promete a seus discípulos o domínio sobre ventos e chuvas, além da capacidade de trazer de volta do Hades a alma de um morto.
    • Pitágoras aplaca tempestades e granizos, acalma as águas dos rios e do mar, faz descer uma águia branca em Crotona e mata uma serpente venenosa com uma mordida.
  • Abaris, Epimênides, Bakis e provavelmente Empédocles são catartas, praticantes de purificações.
    • Abaris purifica Esparta contra a peste de tal modo que a epidemia nunca mais afeta a cidade, e purifica também Cnossos.
    • Epimênides é o catarta por excelência, a quem se atribui a purificação de Atenas no tempo de Sólon.
    • Bakis purifica e cura as mulheres espartanas tomadas pela mania e profetiza a invasão de Xerxes.
  • A bilocação é atribuída a Aristeas e a Pitágoras, que são vistos simultaneamente em dois lugares distintos.
    • No momento em que Aristeas morria em Proconeso, ensinava na Sicília.
    • Pitágoras é visto no mesmo dia e na mesma hora em Crotona e Metaponto, ou em Thourioi e Metaponto, ou em Metaponto e Taurômênio.
  • Epimênides, Pitágoras e Empédocles recordam suas vidas anteriores, traço central da tradição iatromântica.
    • Epimênides afirmava ter sido Éaco, irmão de Minos, e declarava ter ressuscitado várias vezes.
    • Segundo Heráclides do Ponto, Pitágoras teria sido Etalide, filha de Hermes, depois Euforbo, depois Hermotime, depois Pirro e finalmente Pitágoras.
    • Empédocles possui reminiscência mais completa, recordando inclusive encarnações vegetais e animais: foi jovem, jovem mulher, arbusto, pássaro e peixe no mar.
  • Empédocles e Heráclides do Ponto são associados às operações iatromágicas, em especial à recuperação de almas catalépticas.
    • Heráclides do Ponto chama Empédocles de “medicine-man e vidente”, iatromantis.
    • O termo apnous designa a catalepsia, descrita por Heráclides como estado que conserva o corpo trinta dias sem respiração e sem pulso.
    • Empédocles, após salvar uma mulher cataléptica, desaparece e é tido como arrebatado ao céu por uma voz divina; a versão cética de Hipoboto sustenta que ele se suicidou no Etna, que rejeitou uma de suas sandálias de bronze.
  • Os modos de desaparecimento ou translação dos iatromantes revelam um padrão narrativo mediterrâneo recorrente, presente em Pitágoras, Zalmoxis, Empédocles, Aristeas, Epimênides e Trofônio.
    • C. Grottanelli vê na versão de Hipoboto a racionalização de um padrão mediterrâneo arcaico de ascensão profética, do qual o profeta Elias, que deixa para trás seu manto, é um dos exemplos mais antigos.
    • Heráclides do Ponto teria tentado duas vezes o mesmo tipo de desaparecimento, sem êxito.
    • Trofônio, Zeus ctônico, dá nome ao célebre antro de incubação de Lebadeia, onde o postulante entrava de pés para a frente, homologado a um defunto.
  • Os viajantes extáticos gregos realizam deslocamentos seja em espírito seja corporalmente, e Epimênides de Creta é o exemplo central do iatromante cataléptico.
    • Epimênides dorme dezenas de anos na mesma caverna onde Minos visitava seu pai Zeus a cada oito anos.
    • Os cretenses chamavam Epimênides de neos koures, implicando estreita relação com Zeus, e o adoravam como um deus.
    • Durante suas catalepsias, a alma de Epimênides visitava os deuses, ouvia seus discursos e se colocava diante da Verdade e da Justiça.
  • A alma de Hermotime de Clazômenas abandonava frequentemente o corpo para percorrer lugares distantes, e sua história revela o conflito entre iatromantes apolíneos e confrarias dionisíacas.
    • Seus inimigos, os Cantharides, queimaram o corpo inanimado, impedindo o retorno da alma.
    • O kantharos é atributo de Dioniso, e os Cantharides deviam ser uma hetairia, uma confraria dionisíaca.
    • Hermotime teria sido um médium muito valorizado, assassinado por uma confraria dionisíaca rival por não utilizar os mesmos métodos que ela.
  • Aristeas de Proconeso é o viajante extático cuja tradição melhor preservou os feitos, graças à fortuna de seu poema Arimaspeia, que desapareceu antes da fundação da biblioteca de Alexandria.
    • A alma de Aristeas podia abandonar o corpo a seu bel-prazer, sob a forma de corvo.
    • O Arimaspeia não pode ser senão o relato de uma viagem extática no mundo dos “viajantes do éter”.
    • Os Hiperbóreos bem-aventurados do poema, que chegam à idade de mil anos, assemelham-se ao povo mítico dos Uttarakurus nas fontes indianas, que vivem além de uma grande montanha sem doença nem sofrimento e morrem aos onze mil anos.
  • A translação no espaço é uma das faculdades mais importantes dos iatromantes, realizada em corpo ou em espírito por diferentes personagens.
    • Abaris, Empédotimo, Museu e Fórmion realizam a translação corporalmente; Aristeas, Epimênides, Hermotime e Cleônimo a realizam em espírito.
    • Parmênides, como o profeta Elias, viaja sobre um carro solar além das portas do Dia e da Noite.
    • Museu, segundo Onomácrito, voa pelos ares.
  • A lenda de Abaris viajando sobre a flecha de Apolo suscitou debate sobre seu caráter xamânico, mas as estruturas do “xamanismo” grego revelam autonomia completa em relação ao xamanismo norte-asiático ou cita.
    • K. Meuli via em Abaris um xamã típico, pois a flecha voante faria parte da dotação do xamã cita.
    • J. Bremmer refuta essas analogias.
    • Abaris, nas tradições mais autênticas, pode ser visto como um ancestral que retorna da terra luminosa dos mortos utilizando o raio do sol, o “braço” do próprio Apolo.
    • W. Burkert demonstrou que a “coxa de ouro” de Pitágoras pertence a um complexo de crenças relativo à Grande Mãe anatólica.
  • As lendas de Fórmion e Leônimo de Atenas pertencem à esfera da medicina homeopática e do heroi curador (hieros iatros).
    • Fórmion, crotoniate, é ferido na batalha de Sagra provavelmente por um dos Dioscuros.
    • Um oráculo manda Fórmion a Esparta, onde um jovem que o convida para comer fecha sua ferida com ferrugem de uma lança, decalcando a lenda de Télefos curado por Aquiles.
    • Ao sair da casa do personagem, Fórmion se encontra subitamente em Crotona diante de sua própria porta, indicando que, durante o breve instante de transe, esteve realmente em Esparta.
  • Leônimo de Atenas é ferido na batalha de Sagra por Ajax e, por recomendação do oráculo de Delfos, viaja até a Ilha Branca (Leuce), de onde retorna curado após encontrar Aquiles e Ajax.
    • A ilha branca onde os heróis mortos continuam sua vida é um paraíso solar equivalente à terra homérica de luz, Lícia, para onde Sarpedão é transportado após sua morte.
    • A. Dieterich estabelece relação estreita entre a ilha de Leuce, as ilhas dos Bem-aventurados, a Hiperbóreia e as rochas Leucades.
    • A visita à ilha de Leuce cura também Estesícoro, que recebe de Leônimo a mensagem de Helena e recupera a visão após compor sua palinódia.
  • Cleônimo de Atenas é protagonista de um relato de Clearco de Solos, discípulo de Aristóteles, que apresenta o esquema platônico da viagem da alma sem inovações significativas.
    • A alma de Cleônimo, liberta do corpo, contempla a terra de baixo e chega a um lugar consagrado a Héstia.
    • Uma voz misteriosa ordena às duas almas catalépticas que assistam ao julgamento dos defuntos, controlado pelas Fúrias, e depois retornem à terra.
    • As duas almas prometem encontrar-se na terra e tornar-se amigas até a morte.
  • Cornélio Labeão narra uma história semelhante à de Clearco sobre dois catalépticos que se encontram em um cruzamento e recebem a ordem de retornar aos corpos.
    • P. Mastandrea interpreta o termo compitum como delimitação entre duas propriedades privadas e conclui que os dois catalépticos seriam vizinhos em conflito.
    • Essa interpretação é equivocada: compitum significa simplesmente “cruzamento”, e os dois catalépticos provavelmente não se conheciam antes da experiência extática.
    • O relato de Labeão é inteiramente semelhante ao de Clearco.
  • Empédotimo de Siracusa é personagem fictício criado por Heráclides do Ponto, cujo nome deriva de dois catalépticos célebres, Empédocles e Hermotime.
    • Arrebatado por uma força divina, Empédotimo tem a visão de três portas e três vias celestes situadas nos signos do Escorpião, entre o Leão e o Câncer, e entre o Aquário e os Peixes.
    • Essa configuração de três portas é nova em relação ao mundo escatológico da República X e não coincide com a representação posterior de Numênio e dos neoplatônicos, que falam apenas de duas portas.
    • Segundo Próclo, Empédotimo, encontrando-se em lugar deserto, assiste à aparição fulgurante de Plutão e Perséfone e contempla o julgamento das almas.
  • Os iatromantes gregos não podem ser chamados de xamãs, pois não se enquadram na fenomenologia da possessão xamânica, mas são capazes dos mesmos feitos que os verdadeiros xamãs.
    • O xamã, invadido pelos espíritos, deles se torna senhor; nada semelhante ocorre com os iatromantes gregos.
    • E. R. Dodds explica o surgimento desses personagens na Grécia no século VII por dois elementos: o theios aner autóctone e o elemento xamânico proveniente do contato com os citas.
    • Meuli não excluía a possibilidade de que os iatromantes fossem autóctones na Grécia, e as pesquisas de W. Burkert e E. A. S. Butterworth parecem confirmá-lo.
    • Os iatromantes não penetraram na cultura grega em determinado momento: cresceram com ela e representam um de seus traços mais salientes.
  • Os grandes mitos escatológicos de Platão brotam do solo fértil das antigas crenças relativas aos iatromantes, e Er, personagem central do mito da República X, é um cataléptico do mesmo tipo que os pacientes de Empédocles.
    • A experiência de Er é da mesma ordem que as de Aristeas, Epimênides e Hermotime.
    • O mito dos Hiperbóreos e da ilha dos Bem-aventurados reaparece nos passos cosmológicos e escatológicos do Fédon e do Górgias.
    • A tese “minimalista” de Jula Kerschensteiner sobre as influências orientais na escatologia platônica parece mais convincente do que a tese “maximalista” de Reitzenstein ou Bidez.
  • Platão opera uma transferência para o alto da escatologia tradicional, situando o paraíso terrestre dos Hiperbóreos em uma zona celeste, e sua cosmologia do Fédon descreve os homens como habitantes do fundo dos vãos da terra.
    • A superfície da terra verdadeira chega até o céu das estrelas, mas os homens não podem voar para fora das profundas fendas terrestres.
    • A experiência de emergir ao mundo superior seria comparável à de um peixe saindo da água: a passagem de um elemento grosseiro a um mais sutil implica a “força de suportar a visão” da Verdadeira Luz, do Verdadeiro Céu, da Verdadeira Terra.
    • A terra verdadeira é incorruptível, feita de pedras preciosas, repleta de ouro e prata, árvores e animais maravilhosos, e habitada por homens que se deslocam no ar como nos deslocamos no mar.
  • No Górgias, a visão platônica se precisa: os habitantes da Verdadeira Terra vivem em ilhas rodeadas pelo oceano de ar, que são as ilhas dos Bem-aventurados.
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