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Nilo

SCHWALLER DE LUBICZ, Isha. Her-Bak “Pois Chiche”: Visage vivant de l'Ancienne Égypte. Illustrations de Lucie Lamy. Paris: Prosveta, 1954. (Reedição: Paris: Flammarion, 1955; Paris: Le Courrier du Livre, 1978).

Em egípcio: atour, “o rio”.

Único rio do Egito, o Nilo, que é sua “artéria da vida”, atravessa o país de sul a norte.

O nome primitivo do Nilo, segundo Diodoro da Sicília, teria sido Ægyptos (de œgypta, nome grego do abutre). Ele teria recebido o nome de Nilo em homenagem ao rei Nileu.

Seu comprimento é de 6.400 quilômetros. Nascendo no Lago Vitória-Nianza, a 1.200 metros de altitude, ele forma cinco cataratas entre Berber e Assuã.

Ao norte de Mênfis, ele se dividia antigamente em sete braços que se espalhavam em leque até o Mediterrâneo. Hoje restam apenas dois braços importantes: o Fatmético, que deságua em Damieta, e o Bolbitino, em Roseta, entre os quais se estende o delta fertilizado por numerosos canais.

A cheia começa no solstício de verão; suas primeiras águas, verdes e insalubres, são o “Nilo Verde”, seguido pelo “Nilo Vermelho”, carregado de um lodo espesso e avermelhado. O nível atinge seu máximo entre 30 de setembro e 10 de outubro e diminui progressivamente. Para não ser desastrosa por falta ou excesso de inundação, a cheia deve atingir uma altura mínima de 6 metros e máxima de 8 metros.

O Nilo é chamado de Hapi na época da cheia. Ele é representado por uma figura andrógina: corpo de homem com seios de ama e barriga “materna”. Ele usa na cabeça um tufo de papiro e, nas mãos, a cruz da vida, com as “dádivas do Nilo”: vaso de água, frutas, lótus, etc.

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