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AVESTA

ZAEHNER, R. C. The Teachings of the Magi: A Compendium of Zoroastrian Beliefs. New York: Routledge, 2022.

  • O Avesta sobrevivente, fragmento litúrgico do conjunto original, divide-se em três partes que revelam as transformações do zoroastrismo até sua cristalização dogmática sob Shapür II.
    • As três partes são: os Gathas, os Yashts e o Vendidad.
    • Os Gathas são odes atribuídas ao próprio Zoroastro.
    • Os Yashts são hinos sacrificiais dirigidos a diversas divindades.
    • O Vendidad é tratado sobre impureza ritual que leva o dualismo zoroastrista a extremos práticos.
  • Os Gathas contêm a doutrina proclamada pelo próprio Zoroastro, embora sua linguagem obscura dificulte a tradução, como ilustra a divergência entre as versões do Dastur Bode e do Professor Duchesne-Guillemin.
    • A tradição páhlavi é continuação natural da doutrina gática.
    • Os Yashts representam uma recaída no paganismo em contraste com o ensinamento gático.
  • Os Yashts apresentam um politeísmo semelhante ao do Rig-Veda, com deuses de nomes idênticos em ambas as tradições, indo-ariana e iraniana.
    • No Rig-Veda aparecem Mitra, Aryaman, Vayu, Vata e Yama; nos Yashts, Mithra, Airyaman, Vayu, Vata e Yima.
    • Divindades que são deuses no Rig-Veda tornam-se demônios no Avesta, como Indra, Sarva (Saurva) e Nasatya (Nanghaithya).
    • O termo daeva, que significa “deus” no Veda, passa a significar “demônio” na boca de Zoroastro e seus sucessores.
  • A reforma zoroastrista demonizou a classe das divindades chamadas daeva e eliminou a classe ahura, elevando Ahura Mazdah (depois Ohrmazd) à condição de único Deus verdadeiro, em oposição a Angra Mainyu (Ahriman), o Espírito Destrutivo.
    • A vida terrena é representada como batalha entre Ahura Mazdah e suas potências e Ahriman e suas hordas demoníacas.
    • Os adoradores das daevas, identificados por Zoroastro com o mal, praticavam sacrifício animal de boi, combatido por ele.
    • Os Yashts trazem de volta referências ao sacrifício animal em grande escala, evidenciando a repaganização da reforma zoroastrista.
  • Nos livros páhlavi, com os quais o volume se ocupa, há retorno ao espírito dos Gathas, com Ohrmazd como princípio do bem e Ahriman como princípio do mal, dentro de um sistema teológico sistematizado.
    • As entidades que Zoroastro associou à divindade suprema, os Amesha Spentas ou Amahraspandas, são espíritos criados, subordinados ao único Deus Criador.
    • No âmbito de Ahriman, os demônios são suas criaturas.
    • A única controvérsia interna ainda subsistente na Igreja zoroastrista, além da questão zervanita, parece ter sido a do sacrifício animal.
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