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VIA METAFÍSICA
MVM
- Em matérias do espírito, seria mais adequado apresentar o Ocidente ao Oriente, caso este último consentisse
- não se pretendeu opor duas doutrinas ou dois ensinamentos humanos a uma doutrina
- considerou-se pertinente, em uma época em que se busca remontar às fontes da ciência humana para encontrar a verdade ainda não corrompida, representar a fonte primordial e tradicional de todo conhecimento
- extraiu-se essa fonte de um limbo de onde é delicado libertá-la
- o obrigatório período no Extremo Oriente ainda é feito com mais frequência para cortar cabeças do que para decifrar e compreender textos
- a ideografia em que a Tradição se encerra é abstrusa, ou quase, para a raça branca
- segundo cálculos, há exatamente cinco europeus, dos quais um faleceu recentemente, que, além do meio material de ler, receberam o meio intelectual de compreender o conteúdo de sua leitura
- A obra foi dividida em três partes
- a primeira, apresentada sob o título “Caminho Metafísico”, relata os princípios da Tradição e seu movimento filosófico e cosmogônico
- a segunda, sob o título “Caminho Racional”, relataria a sistematização da Tradição, com o Taoísmo, ou “Caminho e Virtude da Razão”, de Laotseu
- a terceira, sob o título “Caminho Social”, relataria a adaptação da Tradição, com a filosofia política e comunista de Kongtzeu (chamado Confúcio pelos missionários cristãos)
- A tarefa, delicada e executada com escrúpulo, possivelmente não produzirá frutos agradáveis ao paladar europeu
- com o objetivo prático de fazer compreender imediatamente os textos sagrados da Antiguidade Amarela, empregou-se com frequência a fraseologia ocidental
- optou-se pelo raciocínio adequado ao cérebro dos leitores, sempre que este e o raciocínio adequado aos textos conduzissem à mesma conclusão
- Justificou-se a adoção desse método pelo fato de que os ensinamentos do “Caminho Metafísico” teriam sido incompreensíveis sem comentários
- adaptaram-se à mentalidade ocidental, de imediato, os comentários feitos, em vez de forçar uma tradução, sempre cansativa, para o linguagem ocidental de teorias em linguagem oriental
- ter sido pessoalmente mais fácil expor as teorias em linguagem oriental
- Não se agirá da mesma forma em “Caminho Racional” nem em “Caminho Social”
- não há raciocínios a acrescer aos ensinamentos de Laotseu e Kongtzeu, mas apenas alguns esclarecimentos
- a rigidez na transposição é motivada pelo resultado cômico obtido por recentes pseudotradutores
- estes acreditavam poder embelezar e aperfeiçoar o “Livro do Caminho”
- não tinham sequer a desculpa de serem membros do Instituto
- Caso, após a leitura árdua ou a simples rejeição dessas doutrinas difíceis, mas maravilhosas, negue-se o mérito de ser elegante, interessante e agradável
- poder-se-á atestar que não se deixou de ser um intérprete respeitoso da tradição e um filho exato e piedoso dos mestres que a ensinaram
- Esse testemunho liberta a consciência
- sempre se foi e se permanece atento apenas a esse testemunho
- o sucesso dessa pequena contingência, que é a exposição local de uma doutrina, não importa a uma palavra que se sabe eterna
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