1.3
ĀNANDAMAYĪ. L’enseignement de Mâ Ananda Moyî. Tradução: Josette Herbert. Paris: A. Michel, 1974.
1. Diante da dificuldade de meditar sobre o sem-forma e do surgimento espontâneo de imagens de deuses na mente durante a meditação, convém contemplar qualquer imagem que apareça, observando sob qual forma Deus quer Se apresentar, já que a mesma forma não convém a todos, sendo mais útil para alguns Râma, para outros Shiva, Pârvatî ou o Sem-forma, e embora Ele seja sem dúvida sem forma, deve-se atentar para a forma particular sob a qual aparece para mostrar o caminho e contemplá-la nos mínimos detalhes.
2. O procedimento consiste em contemplar, ao sentar-se para meditar, a representação de uma divindade, imaginá-la em seu trono, inclinar-se diante dela e fazer japa, inclinando-se de novo ao terminar e deixando o assento após entronizá-la no coração, prática indicada para quem ainda não é capaz de meditar sobre o Brahman.
3. Convém ter sempre a convicção de que Ele faz e fará em todo tempo, sem exceção, o que é melhor para cada um, reconhecendo que para ajudar Ele Se revelou sob esse aspecto particular, sendo ao mesmo tempo com forma e sem forma, contendo o universo inteiro e animando-o por completo, razão pela qual se diz que o sad-guru é o Instrutor universal e o Instrutor universal é o sad-guru.
4. Essa orientação aplica-se particularmente a quem a recebeu e não a todos indistintamente, e quanto mais se contempla a Ele mais rápido é o progresso, pois qualquer imagem que surja na mente é Ele, assim como Ele é também o sem-forma, cabendo observar bem aquilo que vem espontaneamente.
