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BARET

ALYETTE DEGRÂCES, Apresentação em EB250

  • Éric Baret apresenta um método que desvela orientações sem impor nem constranger, retornando o problema de outro ângulo e revelando sempre uma nova forma de olhar a situação.
    • A prática das asanas não constitui uma obrigação em sua abordagem.
    • Há uma preferência pela espacialidade da respiração.
    • O corpo deve ser compreendido como “Consciência, vacuidade, sopro, sem-limite”.
    • É do “não-formal”, de Shiva, que provém o pressentimento da não-dualidade.
    • O elemento espiritual é o único apoio e, pode-se dizer, a origem, a fonte.
    • Trata-se de aprender a sentir aquilo que sustenta este mundo e que é a Consciência.
    • Baret faz surgir essa Consciência como uma presença na frescura de uma plenitude, na beleza de uma simplicidade incomparável.
  • Desenvolve-se assim o conceito de escuta que atravessa diferentes graus — o objeto, o sujeito, depois a ausência de sujeito — momento em que o ego se abre à Consciência.
    • Os graus cessam então, bem como sua compreensão, pois a Consciência se encarna na prática.
    • O balanço do pensamento apresenta uma interface: ao fazer ver o exterior complexo, aponta absolutamente para “o espaço sem palavras”, o estado não-intencional.
    • Éric Baret não impõe nenhuma lei diretiva.
    • O shivaísmo da Caxemira é apresentado com precisão, sem que se pretenda aplicar a todos aquilo que não convém nem a um nem a outro.
    • É o que Baret denomina o lado democrático dessa prática.
  • Não se hesita em apresentar e integrar diferentes abordagens das escolas Trika, Kaula e Krama, insistindo simultaneamente na oposição entre o que é exterior e interior.
    • Detalha-se tudo ao mesmo tempo em que se vai além dos hábitos que não parecem pertinentes em certos casos — como o dos enfermos — ou em certas afirmações sobre o sentido das coisas.
    • Desinscrevem-se as definições que parecem estabelecidas.
    • Privilegia-se a importância da vibração, onde o corpo de densidade encontra seu lugar.
    • O cuidado mais essencial consiste em fazer cair as certezas e em valorizar a escuta na qual as formas se dissolvem — o que representa “a morte da imagem do corpo”.
  • É sempre revelador constatar como se forma a transmissão de uma tradição ou como não se dá sua renovação, ponto central que exige atenção muito cuidadosa.
    • O shivaísmo da Caxemira, quando distinguido dos Yogasutra de Patanjali por sua atitude de exclusão diante do que não é a Consciência, não constitui uma releitura dos Yogasutra.
    • Os Yogasutra repousam sobre um trabalho muito sutil de transformação, onde tudo tem lugar, mas pode religar-se à sua causa, transformar-se, recuperar sua verdadeira natureza e desengamar-se de toda estrutura previamente estabelecida.
    • Éric Baret provoca a discussão ao reunir, por vezes apressadamente, o que a palavra das Upanishads e dos Darshanas permitiu elaborar.
    • O ensinamento proposto conduz a libertar-se dos obstáculos e das tensões, a privilegiar o “pressentimento”.
    • Se a tradição não é considerada como uma memória, mas como uma “atualização” sempre presente de elementos da sociedade, insiste-se na experiência e no silêncio.
    • A experiência tão valorizada no Vijnanabhairava Tantra constitui um desdobramento de possibilidades que forma toda uma arquitetura interior.
    • A experiência pode se dar simplesmente com uma forma conhecida — uma jarra — sobre a qual se meditará após renunciar às paredes.
    • É o grande espaço onde o sopro se torna pura energia.

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