Tag: Alá
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Silburn (AGP) – Utpaladeva
Um aluno de Somānanda, Utpaladeva, que viveu na primeira metade do século X, foi o autor da Īśvarapratyabhijñākārikā, uma obra que ganhou grande fama no Kaśmīr por causa de sua poderosa inspiração. Além dos comentários que escreveu sobre esse tratado, em seu Stotrāvalī ele canta os louvores do Senhor e se mostra um grande poeta…
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Miguel Asin Palacios
SUFISMO — MIGUEL ASÍN PALACIOS (1871-1944) OBRA *La Escatologia Musulmana en la Divina Comedia *Abenmansara y su Escuela. Orígenes de la Filosofía Hispano Musulmana (1916, 1946, 1992)
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Corbin (Anjo) – Juvenilidade e Cavalaria no Islã iraniano
in Henry CorbinSegundo a apresentação da obra por Roger Munier, o tema deste terceiro estudo é a Palavra interior assim recebida, que faz do iniciado, por conta de sua própria exigência, uma «cavaleiro espiritual». Viver de acordo e comunicação com o mundo superior do Malakut, o mundo do «Anjo», é o fato destes «cavaleiros», javanmardan. O persa…
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Corbin (TC) – Ciência da Balança
in Henry CorbinA Ciência da Balança e as correspondências entre os mundos em gnose islâmica A Ciência da Balança A Balança dos Sete e dos Doze A Balança dos Dezenove A Balança dos Vinte e oito Os cavaleiros do Invisível e a ciência das correspondências Apêndice: Explicação dos diagramas
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Corbin (Anjo) – O Homem e seu Anjo – Iniciação e Cavalaria Espiritual
in Henry CorbinOs três estudos que se reúnem neste livro retomam o texto de conferências pronunciadas no quadro do Encontros Eranos, em 1949, 1970 e 1976. Se espaçamento no tempo testemunha, em Henry Corbin, uma continuidade na busca que perfaz uma unidade a nossos olhos. Daí o título tirado de uma expressão de Corbin: O Homem e…
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Alan Watts Amor
in Watts, AlanExcerto do livro “A Vida Contemplativa” O desejo humano difere do animal por ser, no fundo, insaciável. O homem se caracteriza por uma fome de infinito, de uma eternidade de vida, amor e alegria que, saiba-o ele ou não. Não pode ser outra coisa que não Deus. Admitindo-se a existência de Deus, conclui-se ser Ele…
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Mandala Astrológica
Anthony Damiani – Astronoesis (ADAN) A mandala astrológica nos fornece os múltiplos níveis de simbolismo que ajudarão a explicitar muitos significados que estão ocultos na tradição neoplatônica como um todo, mais especificamente nas Enéadas de Plotino. Esse diagrama nos permitirá justapor a filosofia e a astrologia de modo a revelar que o universo sensível, com…
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Padoux (APEP:20-22) – Vak ou Vac (a fala)
Dos termos usados para designar a fala no Veda, o primeiro a se destacar é vâk (ou vâch), porque é encontrado com o mesmo significado de “palavra” em muitos textos posteriores. Vâk (uma palavra feminina!) aparece em vários versos isolados em vários livros do Rigveda, incluindo aqueles considerados os mais antigos: a noção do papel…
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Calasso (NCH) – Odisseu (1)
A longa cadeia das histórias antes da história, em que a Ilíada e a Odisseia formavam algumas malhas, abria-se com a cópula de Urano e Geia, fechava-se com a morte de Odisseu. O círculo abria-se com a mistura do céu e da terra, encerrava-se com uma briga mesquinha, um incidente mortal, com o jovem Telégono…
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Calasso (NCH) – Odisseu (2)
Faz parte da essência de Odisseu ser o último dos heróis, o que encerra o ciclo. Enquanto conclusão, ele é adjacente à vida que se seguirá, sem nunca mais fechar-se, num ciclo. Seu pé toca a linha limítrofe. Não a Ilíada, massa imensa abandonada na planura, mas a sinuosa Odisseia nos transmite como herança o…
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Calasso (NCH) – Odisseu (3)
Só entre os chefes aqueus Odisseu mantém os olhos baixos. Não por medo. Ao abaixar os olhos, Odisseu concentra a mente, isolando-a do resto, como seus companheiros não estão habituados a fazer, urde uma trama, dá forma a uma mechane. E o oposto do homem continuamente oprimido entre forças, entre máquinas, entre as mechanai da…
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Giuseppe Tucci: mandala
Temos apenas uma vaga consciência da luz que banha o nosso ser interior: ponto luminoso que brilha numa noite sem luar. Mas como podemos atingi-la? Como podemos chegar até ela e nela mergulhar? Nasce assim o esquema da complexa representação simbólica desse drama da desintegração e da reintegração, isto é, a mandala, na qual esse…
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Burgi-Kyriazi (BKRM:133-136) – Falas de Ramana Maharshi
Durante os 15 ou 20 anos de Sri Bhagavan em Tiruvanamalai, a vida no Ashram assumiu um aspecto um pouco diferente. Não eram apenas os antigos devotos do mestre que estavam aí. O brilhantismo espiritual e a fama do Sábio de Arunachala atraíam um fluxo constante de visitantes — indianos, europeus e americanos — que…
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Ratié (IRSA:724-726) – estratégias argumentativas de Utpaladeva e Abhinavagupta
Como vimos, a kārikā e seus comentários exibem uma estratégia complexa em relação a seus oponentes budistas e bramânicos, empregando alternadamente os argumentos de um contra os do outro em um jogo dialético sutil. Assim, Utpaladeva e Abhinavagupta estão do lado das escolas bramânicas contra os budistas na disputa sobre a permanência do Si; mas…
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Jalaluddin Rumi
in RumiMESTRES DO SUFISMO — JALALUDIN RUMI (1207-1273) Existem duas obras de Rumi, em boa tradução em português, publicadas originalmente pelas Edições Dervish, e atualmente pela Editora Attar: Masnavi (a partir da versão inglesa de E.H.Whinfield — link do original abaixo) e Fihi ma Fihi. Com base na tradução completa de Nicholson, foi feito este site,…
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Ernst Fürlinger – Cit em Utpaladeva
in UtpaladevaNormalmente, cit é traduzido em inglês como “consciência” ou “consciência pura”, “consciência divina pura” ou “consciência absoluta” (veja, por exemplo, A. Padoux, “Cit”: Tāntrikābhidhānakośa II, pp. 243-44 (“la pure conscience divine”, “conscience absolue”); Vāc pp. 77, 454 (“consciência”); pp. 88, 172, 235, 245 (consciência pura); pp. 296 (consciência suprema)). Torella geralmente traduz cit ou citi…
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Alain Porte – presença imutável do Ser
in Porte, AlainUm estranho poder ME dá um vislumbre da Consciência suprema. (Ashtâvakra, II, 3) Na investigação metódica do “eu” do homem (o “eu”, Aham), não há violência ascética, nem quietismo feliz. Todo dogma é um beco sem saída; toda efusão, uma fantasia. Há apenas a presença imutável do Ser, coberta pelo húmus das paixões, desejos, conceitos…
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Alain Porte – Não existe um caminho para o Ser
in Porte, AlainNão existe um caminho para o Ser. Nem o pensamento nem o corpo podem abrir um caminho. Nós já somos o que obscuramente buscamos ser; portanto, qualquer avanço em direção ao Ser é semelhante a se projetar como um satélite, e qualquer exploração dessas terras diáfanas corre o risco de dar origem a um namoro…
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Alain Porte – crer é cometer suicídio espiritual
in Porte, AlainO som é um objeto para o ouvido, assim como Deus é um objeto para a mente. Sob essa perspectiva, crer é cometer suicídio espiritual.
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Alain Porte – A imagem do ser humano como um coche
in Porte, Alain(A imagem de) O coche fertilizou o pensamento, enriqueceu a linguagem e soltou o pensamento, desde a terra batida até as estradas celestiais. O Yoga — a re-união — começou com o coche, o veículo do guerreiro e do sol. Este coche se tornou, por analogia, a própria encarnação do ser humano em movimento, perpetuamente…