Tag: sujeito-objeto
-
Estrutura Absoluta atuando na Percepção (Abellio)
(Abellio1984) É então possível descobrir uma estrutura historicamente e mundialmente invariante, expressável em termos universalmente humanos? Se sim, devemos primeiro buscar sua realização mais simples, mais cotidiana, aquela que cada um poderá discernir em si e por si. Nesse aspecto, é claro que nada é mais imediato, universal e constante do que a relação mantida…
-
Abellio – Da constituição de um objeto técnico
Na visão do filósofo Raymond Abellio (RA1965, RA1981 e RA1989), um processo mais denso e complexo se dá na constituição de um objeto técnico, que é o processo de gênese ou de instituição do “eu” que deste objeto se apropria. Um processo em que “sujeito” e objeto técnico se configuram, sob tensão permanente, como polos…
-
Uma estrutura absoluta da percepção (Abellio)
(Abellio1965, p. 24-25) Para tentar então compreender como se impõe a presença positiva da intuição (ou, o que dá no mesmo, da percepção) e determinar que relações dinâmicas são estabelecidas por ela entre “sujeito” e “objeto”, procurei colocar essa percepção em “estrutura”, mas não apenas em uma estrutura bipolar sujeito-objeto, que nada mais dá do…
-
Abellio: gênese do “eu”
Excerto de ABELLIO, Raymond. La structure absolue. Paris: Gallimard, 1965, p. 37-38. As etapas da gênese do “Eu”: concepção, nascimento, batismo, comunhão, colocam o batismo como percepção da primeira relação e a primeira comunhão como percepção da primeira proporção. Entre o momento da concepção e o do nascimento, ou seja, durante a gestação, faço parte…
-
Wei Wu Wei (TM:24) – Isto-que-somos
in Wei Wu WeiEnquanto houver um “eu”, há “outros”; enquanto houver “outros”, há um “eu”. Assim que não houver mais um “eu”, não haverá mais “outros”; e assim que não houver mais “outros”, não haverá mais um “eu”. Mas os “outros” não podem ser abolidos por um “eu” (ou vice-versa), nem um “eu” pode ser abolido por um…
-
Ibn Arabi (Fusus) – Elias
IBN ARABI — OS ENGASTES DE SABEDORIA VIDE: SABEDORIA DOS PROFETAS A SABEDORIA DA INTIMIDADE NO VERBO DE ELIAS (AustinFusus) Aspecto microcósmico da polaridade fundamental toca a verdadeira natureza da gnose Polaridade desejo natural-intelecto, capazes de experimentar parte da verdade sobre a Realidade Transcendência e imanência Paradoxo místico implícito na doutrina da Unicidade do Ser…
-
Ibn Arabi (Fusus) – Moisés
IBN ARABI — OS ENGASTES DE SABEDORIA VIDE: SABEDORIA DOS PROFETAS A SABEDORIA DA EMINÊNCIA NO VERBO DE MOISÉS (Austin-Fusus) Relacionamento entre Moisés e Faraó Relacionamento entre Moisés e al-Khidr Aspectos do desejo divino de criar o Cosmos em um movimento de amor A necessidade do efêmero cósmico para a totalidade da Realidade A perplexidade…
-
Shayegan (DSHC) – o que intelige e a forma inteligida
Mollâ Sadrâ afirma: “Está estabelecido, portanto, que o homem tem : 1) uma existência na natureza material (physis), e sob esse aspecto ele não é um objeto de intelecção nem mesmo um objeto de percepção sensível; 2) uma existência no sensus communis (hiss moshtarik, em grego koinêstherion) e na imaginação, e sob esse aspecto ele…
-
Ratié (IRSA:368-372) – budistas “externalistas” (sautrāntika)
Na introdução do Vimarśinī to the kārikā I, 5, 4 e I, 5, 5 (ĪPV), Abhinavagupta resume a abordagem de Utpaladeva da seguinte forma: (Utpaladeva) (agora) apresenta, na forma de uma objeção, aquela outra causa (possível da diversidade fenomenal), a saber, (uma) realidade externa (bāhya) que é inferida (anumīyamāna), (e) que é assim exposta pelo…
-
Dyczkowski (MDDV:79-80) – criação e maya
Quando o poder da ser/estar-ciente (awarenesss) dá origem a um senso de separação entre sujeito e objeto, com todas as limitações consequentes que impõe a si mesmo, este poder é chamado de ‘Māyā’. Como Māyā, encobre a consciência (consciousness) e obscurece o ser/estar-ciente do sujeito individual de sua unidade essencial. Enquanto o Vedānta não dualista…
-
Dyczkowski (MDDV:48-50) – Consciência e Universo
Universo e consciência são dois aspectos do todo, assim como qualidade e substância constituem dois aspectos de uma única entidade. Universo é um atributo (dharma) de consciência que o porta (dharmin) como sua substância. Diz-se que a “substância” é o repouso no qual todo esse grupo de categorias se manifesta e se torna efetivo. Agora,…
-
Padoux (APPA:nota) – sujeitos conscientes limitados
Tr. Antonio Carneiro Os sujeitos conscientes limitados não são o que são senão por participação no supremo Sujeito consciente que, no microcosmo, está presente no coração de todos, assim como, para o macrocosmo, reside no Coração de Xiva. O supremo Sujeito consciente é o substrato e o fundamento dos sujeitos empíricos. Dá-lhes vida e realidade.…
-
Wei Wu Wei (TM:66) – Por que não podemos objetivar a intemporalidade?
in Wei Wu WeiNão podemos conceber nada que não seja em um contexto de tempo. A intemporalidade é rigorosamente impensável, ou seja, impossível de conceber. Essa simples afirmação explica por que o “pensamento” e a “conceitualidade” são sempre apontados pelos Mestres como o obstáculo para o “despertar”. O despertar é acordar do sonho do tempo em série para…
-
Allard l’Olivier : LES OBJETS SENSIBLES
I A l’instant où s’accomplit la constatation originelle, maintenant, à cet instant, et ici, dans ce jardin où je ME trouve, je perçois par les sens un certain nombre de choses : cette table, ces livres, ces arbres, ce chien. La constatation originelle est conscience et attention soutenue ; elle ne passe pas parce que…
-
Wei Wu Wei (TM:25) – isso que pensas ser
in Wei Wu Wei(…) A noumenalidade não tem necessidade de se identificar com a fenomenalidade, assim como um ovo não precisa ser identificado com um ovo, nem o Isto-que-somos precisa se identificar com o Isso-que-somos, uma vez que a diferenciação entre eles é apenas de apreciação objetiva. Mas uma identificação da noumenalidade, não com a fenomenalidade, mas com…
-
Wei Wu Wei (TM:26) – confusão noúmeno e “eu”
in Wei Wu WeiConfundimos o centro funcional do aspecto fenomênico de nossa natureza de noúmeno com um “eu”. Ele não tem mais autonomia do que um coração, um órgão físico, não tem mais potencialidades volitivas e não tem mais autoconsciência; no entanto, atribuímos a ele a sensibilidade que representa o que somos na realidade. Uma psique-soma, fenomenal como…
-
Lin Tsi (PDLT) – sujeito-objeto
Durante uma consulta noturna, o mestre deu a seguinte instrução coletiva: a. “Às vezes, elimine o homem sem eliminar o objeto. b. “Às vezes, remova o objeto sem remover o homem. c. “Às vezes, removendo tanto o homem quanto o objeto. d. “Às vezes, não exclui nem o homem nem o objeto. a. O homem…
-
Da constituição de um objeto técnico (Abellio)
Na visão do filósofo Raymond Abellio (Abellio1965, Abellio1981 e Abellio1989), um processo mais denso e complexo se dá na constituição de um objeto técnico, que é o processo de gênese ou de instituição do “eu” que deste objeto se apropria. Um processo em que “sujeito” e objeto técnico se configuram, sob tensão permanente, como polos…
-
Hulin (QIM:18-20) – linguagem no pensamento indiano
in Michel Hulin(…) Algumas escolas filosóficas brâmanes — por exemplo, a Nyâya-Vaisesika ou a “primeira Mimamsa” — admitem uma espécie de paralelismo entre as palavras e as coisas, no sentido de que a correspondência entre uma e outra teria sido estabelecida originalmente, no início de cada criação ou recriação do mundo, pelo Senhor Supremo (Isvara) ou expressaria…
-
Hulin (QIM) – avidya e linguagem
in Michel Hulin(…) nunca é demais enfatizar o papel central desempenhado aqui pela reflexão sobre a natureza e a função da linguagem. Desde muito cedo, seguindo [wiki]Pānini[/wiki] (por volta de 300 a.C.), o fundador da gramática e da linguística, vários autores perceberam que a linguagem — para eles, sobretudo o sânscrito — não se reduzia de forma…