Ao contrário da intuição meramente sensorial de Kant, Baader enfatiza um ver interior não mediado pelos sentidos externos, afirmando, em convergência com Malebranche, que tudo deve ser visto em Deus pelo olho divino que pode ser reaberto.
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A abertura do olho celestial abre também a intuição interior.
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Kant, ao limitar a experiência à intuição sensorial, torna impossível a experiência de Deus, da liberdade e da imortalidade.
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Se a imortalidade implica uma transição para uma vida sensorial diferente, ela pode ser experimentada já nesta vida.
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A intuição interior consiste em ver a revelação de Deus e intuir o que existe: Anschauen dessen, was da ist, WERKE 11: 151, 381.
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A ideia baaderiana de intuição como Anschauen central influenciou Dooyeweerd, que concordou com Baader no ponto de que todo conhecimento depende tanto de uma percepção empírica periférica (Empfindung) quanto de uma intuição central (Anschauung), sendo a cognição a coincidência de ambas.
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Todo conhecimento busca o periférico correspondente para a intuição central, e vice-versa: WERKE 14, 73.
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Tanto materialistas quanto espiritualistas erram ao separar interior e exterior.
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Os espiritualistas pensam equivocadamente que o mundo exterior desaparece na experiência mística; na verdade, ele é libertado de sua pretensa independência.
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Os materialistas creem erroneamente que toda intuição e percepção é do mundo exterior e que esse mundo existe em si mesmo: WERKE 8, 349ff.