Tradição artística de modelar a sepultura à imagem da habitação dos vivos:
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Urnas-cabana da Idade do Ferro itálica.
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Hipogeus etruscos com disposição e ornamentação doméstica.
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Estelas-casa célticas.
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Sarcófago de Simpelveld (séc. II d.C.): representação interior da falecida em seu leito, seu mobiliário e a fachada de sua vila.
Terminologia epigráfica: difusão da fórmula casa eterna (domus aeterna), de origem oriental (egípcia/semítica).
Inscrições que falam da coabitação familiar no túmulo, perpetuando a intimidade doméstica.
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Práticas contínuas de provisão aos mortos, derivadas da crença em suas necessidades.
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Refeições fúnebres (silicernium, cena novendialis) celebradas no túmulo.
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Oferecimento regular de alimentos e libações (ex.: festival dos Parentalia).
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Deposição de objetos de uso pessoal, vestes e jóias no sepulcro, apesar das críticas de filósofos e, posteriormente, de padres da Igreja.
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A crença na sensibilidade do morto justifica até a construção de infraestruturas (ex.: tubos para libações) no túmulo.