A caracterização de Mme Grandet como uma Amazona degradada.
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Ela é uma Clorinda da Restauração, uma Bradamante politizada, com coragem e graça a cavalo.
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Como as amazonas de Tasso e Ariosto, ela é “encouraçada de dureza”, desdenhando a ternura, a música, a pintura e o amor.
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Ela se julga em comparação com uma Montmorency, uma Longueville, uma Chevreuse ou uma Mme Roland.
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No entanto, ela é uma Amazona ridícula e odiosa, polarizando epítetos pouco lisonjeiros: “coisa horrível”, “hidra de desgosto”, “alma de criada”, “delicadeza de mulher de mercador”.
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Sua degradação mercantil é levada ao extremo: o Amor se torna um mercado sórdido, a mulher é reduzida a um objeto de barganha.