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MUSAS

Adam Maclean: The Triple Goddess: An Exploration of the Archetypal Feminine (Hermetic Research Series)

As deusas gregas da arte e da inspiração ainda têm relevância para nós hoje, pois nos vinculam com importantes arquétipos que ainda podem ser vivenciados por pessoas criativas que procuram no íntimo de sua própria alma a fonte da inspiração. As Musas foram o resultado da união entre Zeus e Mnemosine (“Memória”). Eles deitaram juntos por nove noites. Um ano depois, Mnemosine deu à luz nove filhas num lugar próximo do Monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. O coro das Musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de dança especiais. Elas também frequentavam o Monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse de suas águas. Ao lado dessas fontes, as Musas faziam os graciosos movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.

Os nomes e atributos dessas nove irmãs são:

Clio (“a que confere fama”) era a Musa da História, sendo símbolos seus o clarim heroico e a clepsidra, um antigo relógio de água. Costumava ser apresentada com um pergaminho entreaberto ou com um baú de livros.

Euterpe (“a que dá júbilo”) presidia a Poesia Lírica, tendo por símbolo a flauta.

Tália (“a festiva”) era a Musa da Comédia e vestia a máscara cômica e ramos de hera. É mostrada por vezes portando um cajado de pastor.

Melpômene (“a cantora”) era a Musa da Tragédia; usava a máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era o oposto de Tália.

Terpsícore (“a que adora dançar”) era a Musa da Poesia Lírica e da Dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira.

Érato (“a que desperta o desejo”) era a Musa do verso erótico ou da Poesia Amorosa.

Polímnia (“muitos hinos”) era a Musa dos Hinos Sagrados e, mais tarde, da Arte Mímica e da Narração de Histórias. Costumava ser apresentada com um véu, numa atitude de meditação, com um dedo na boca.

Urânia (“celeste”) era a Musa da Astrologia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso.

Calíope (“bela voz”), a primeira entre as irmãs, era a Musa da Poesia Épica e da Eloquência. Seus símbolos eram a tabuleta e o buril.

As Musas eram representadas como jovens de rosto sorridente, grave ou pensativo, de acordo com sua função, com longos vestidos vaporosos cobertos por uma capa. Numa época anterior, foram adoradas em forma tríplice. No Monte Hélicon eram conhecidas, originalmente, como Mélete (“praticar”), Mnemeia (“lembrar”) e Aiodê (“cantar”). Havia também três Musas em Delfos e em Sícion — Nete, Mese e Hípate -, personificação das três cordas da lira.

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