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CULTO DAS ALMAS

ROHDE, Erwin. Psyche: the cult of souls and belief in immortality among the Greeks. London: K. Paul, Trench, Trubner, 1925.

  • A civilização grega refletida nos poemas homéricos apresenta uma cultura característica que parece atingir o ponto mais alto possível sob as condições de caráter nacional e circunstâncias externas.
    • Poemas homéricos como fronteira entre o amadurecimento de um desenvolvimento antigo e uma nova ordem constituída.
    • Retrato idealizado de um passado prestes a desaparecer inteiramente.
  • As profundas transformações dos séculos seguintes podem ser medidas por resultados finais e forças subjacentes deduzidas de sintomas individuais.
    • Reconhecimento das condições necessárias para uma reorganização completa da vida grega.
    • Ascensão de raças anteriormente menos importantes e estabelecimento de novos reinos por direito de conquista sobre ruínas antigas.
    • Colonização em ampla área como expansão da vida grega e aceleração do desenvolvimento nas colônias.
    • Evolução do comércio e da indústria para satisfazer novas demandas.
    • Surgimento de novos elementos populacionais e transição da monarquia para a aristocracia, tirania e democracia.
    • Contato intensificado com povos estrangeiros e influências diversas em várias direções.
  • Os grandes movimentos históricos produziram novas correntes na vida intelectual e o esforço para se libertar da tradição consolidada na cultura homérica.
    • Rompimento da tirania da convenção épica na esfera da poesia.
    • Abandono do ritmo de verso formal e do vocabulário de fórmulas e imagens prontas.
    • Mudança de perspectiva com o poeta tornando-se a figura central de sua própria obra.
    • Invenção de ritmos naturais para expressar emoções em aliança estreita com a música.
    • Descoberta da plenitude das capacidades gregas e uso livre das mesmas.
    • Progresso das artes plásticas na capacidade de dar forma visível ao mundo imaginado da beleza.
    • Ruínas do mundo clássico como revelação mais impressionante do valor permanente da arte grega do que as realizações literárias.
  • A religião grega não permaneceu inalterada diante da atmosfera geral de mudança, embora a realidade interna dessas transformações permaneça parcialmente oculta.
    • Multiplicação dos objetos de culto religioso em comparação ao período homérico.
    • Desenvolvimento de cerimoniais mais suntuosos e elaborados em conjunção com as belas artes.
    • Testemunho de templos e esculturas sobre o aumento do poder e importância da religião.
    • Mudança no pensamento religioso evidenciada pela fama e autoridade do oráculo de Delfos.
    • Nova interpretação da religião sob influência de um senso moral aprofundado em Ésquilo e Píndaro.
    • Período de mentalidade mais religiosa em que a mente recua para crenças em poderes invisíveis em busca de consolo diante da adversidade.
  • A obscuridade do período de crescimento esconde a origem de crenças sobre a alma que diferem fundamentalmente da concepção homérica.
    • Construção de um culto regular à alma desencarnada e de uma crença na imortalidade.
    • Ressurgimento de elementos religiosos submersos em conjunção com novas forças para criar uma terceira via.
  • O culto às divindades ctônicas que habitam o interior da terra constitui a principal característica nova no desenvolvimento religioso pós—homérico.
    • Divindades ctônicas como posses antigas da fé grega e verdadeiras divindades locais da pátria.
    • Transferência épica desses deuses para uma região subterrânea distante e inacessível além do Okeanos.
    • Domínio de Aïdes e da terrível Persephoneia como guardiões dos mortos sem influência direta na vida terrena.
    • Cultos locais que ignoram a sistematização uniforme de um reino geral dos deuses estabelecida pela épica.
    • Natureza dos deuses do mundo inferior ligada a uma população agrícola e sedentária.
    • Bênção ao cultivo do solo e recebimento das almas dos mortos no submundo.
    • Zeus Chthonios como o nome mais exaltado entre os habitantes do interior da terra.
    • Uso de Zeus como termo generalizado para deus combinado a adjetivos particularizantes em cultos locais.
    • Referência a Zeus do mundo inferior na Ilíada e na Teogonia de Hesíodo.
    • Oração ao Zeus Ctônico prescrita para o camponês beócio durante o preparo dos campos para a semeadura.
  • Os deuses do mundo inferior eram frequentemente referidos por apelidos afetuosos ou eufemismos conciliatórios para velar o lado sombrio de sua natureza.
    • Títulos lisonjeiros para Hades e adoração de Zeus do submundo como Zeus Eubouleus, Bouleus ou Klymenos.
    • Zeus Amphiaraos e Zeus Trophonios como divindades da terra que perderam parte do status de deuses para desenvolver poderes oraculares como heróis.
    • Hades como manifestação local de Zeus Chthonios variando de nome conforme o local de culto.
    • Centros de culto em Élis e Triphylia contribuindo para a propagação do culto ctônico.
    • Hades como deus da fertilidade da terra e senhor das almas sob nomes como Plouton, Plouteus ou Zeus Plouteus.
  • Ge ou Gaia representava a divindade feminina do submundo preocupada com o bem—estar dos vivos e dos mortos.
    • Atribuição de frutificação dos campos e domínio sobre as almas dos mortos.
    • Templos em honra em Atenas e Olímpia.
    • Personalidade marcada pela imprecisão natural das divindades primitivas.
    • Suplantação por deusas da terra de forma mais inteligível e recente.
    • Retenção de poderes mânticos exercidos a partir do abrigo de espíritos e almas.
  • Deméter e Coré ocupam o lugar mais importante no culto do submundo, aparecendo frequentemente associadas a divindades masculinas variadas.
    • Culto solene de Deméter e Zeus Klymenos em Hermione.
    • Associação constante das duas deusas em oposição à variação dos nomes dos deuses masculinos.
    • Mudança na emoção e serviço religioso comprovada pela popularidade do culto de Deméter e Persephoneia.
    • Visão homérica de Persephoneia apenas como rainha sombria dos mortos e de Deméter unicamente como deusa da fertilidade.
    • Associação estreita pós—homérica onde ambas protegem as colheitas e cuidam das almas.
    • Propagação da fé por migrações e missões regulares a partir de centros como Elêusis.
    • Tendência de Deméter assumir o papel de Gaia e entrar em conexão próxima com o reino das almas.
  • O aumento do número de seres do submundo e a expansão de seu culto aproximaram os mundos superior e inferior para os gregos.
    • Reaparecimento da crença de que cavernas terrestres eram moradas acessíveis da divindade.
    • Vestígios de cultos em cavernas como as de Amphiaraos, Trophonios e Zeus no Monte Ida.
    • Existência de entradas diretas para o submundo e fendas para a passagem de almas em diversos locais.
    • Tradição de seres do submundo habitando um abismo no Areópago em Atenas.
    • Negação da separação homérica entre vivos e mortos em Hermione, onde a proximidade do mundo espiritual dispensava o pagamento ao barqueiro Caronte.
  • A localização do submundo tornou—se menos uma questão de fantasia e mais uma presença próxima aos sentidos por meio de festivais e veneração constante.
    • Deuses inferiores desejando e retribuindo a veneração de indivíduos e cidades.
    • Culto às almas dos mortos expandido além dos costumes da era homérica em estreita ligação com os deuses ctônicos.
  • O dever primordial dos sobreviventes é enterrar o corpo conforme o costume, prática levada com maior seriedade do que no período homérico.
    • Devolução dos corpos de inimigos caídos como dever religioso.
    • Negação de sepultamento considerada um ultraje extremo, exemplificado pela vingança popular contra generais após Arginousai.
    • Obrigação legal e religiosa de filhos enterrarem seus pais e oferecerem presentes no túmulo.
    • Invocação de maldições contra quem deixa cadáveres insepultos no festival de Demeter Bouzyges.
    • Obediência a leis não escritas da religião para evitar o abomínio, conforme ilustrado por Antígona.
    • Crença fundamental de que a alma do insepulto não encontra descanso e assombra a região.
    • Punição severa de criminosos e traidores com a negação de sepultamento no solo pátrio para impedir o culto familiar.
  • As cerimônias fúnebres preservaram essências primitivas com novos detalhes que acentuavam a solenidade do ato.
    • Lavagem, unção e vestimenta do corpo por mulheres da família.
    • Exposição cerimonial em um leito no interior da casa.
    • Uso de manjerona e ramos de videira por razões supersticiosas em Atenas.
    • Colocação de vasos de unguento de formato fino nos túmulos.
    • Presença de água pura na porta para purificação de quem entrava em contato com o cadáver.
    • Ramos de cipreste na porta como aviso de presença de corpo na casa.
    • Uso de guirlandas e faixas na cabeça do morto como sinal de respeito à santidade do falecido.
  • O propósito real da exposição do corpo era a realização do lamento fúnebre, que sofreu restrições legais para evitar excessos.
    • Aumento da pompa fúnebre sob o governo dos Eupatridai.
    • Legislação de Sólon para limitar a lamentação extravagante e o número de participantes.
    • Proibição de expressões violentas de dor e de cantos fúnebres profissionais.
    • Crença antiga de que a alma presente se agradaria de demonstrações violentas de luto.
    • Restrições derivadas de razões religiosas ou supersticiosas para conter o culto ao espírito do morto.
  • O cortejo fúnebre ocorria na manhã do terceiro dia, transportando o corpo e o leito para fora da casa.
    • Necessidade de controle legal sobre a ostentação excessiva nas procissões.
    • Representação de funerais em vasos do estilo Dipylon com carros puxados por cavalos e acompanhantes armados.
    • Restrição da presença de mulheres ao parentesco imediato até a terceira geração em Atenas.
    • Uso de companhias contratadas de carpideiras cárias em alguns contextos.
    • Exigência de silêncio durante o trajeto em Ceos.
  • A prática de enterrar o corpo sem queimar coexistiu com a cremação homérica, visando a preservação parcial dos restos.
    • Coleta cuidadosa dos ossos após a pira para sepultamento em urnas ou caixas.
    • Uso de caixões de argila cozida ou madeira como costume de origem estrangeira.
    • Uso nativo mais antigo de depositar o corpo diretamente na terra sobre um leito de folhas ou em câmaras de rocha.
  • A alma mantém conexão com o corpo habitado, motivando a provisão de implementos domésticos e vasos no túmulo.
    • Ausência de métodos para preservação perpétua como o embalsamamento, exceto como arcaísmo em reis espartanos.
  • Após o sepultamento, a alma integra a companhia invisível dos seres superiores, crença de antiguidade primordial na Grécia.
    • Formação de um grupo de culto especial composto exclusivamente pelos descendentes e família.
    • Memória de tempos em que o sepultamento ocorria dentro das casas.
    • Inexistência de sensibilidade dolorosa à purificação ritual em eras mais remotas.
    • Sepultamentos dentro das muralhas permitidos em certos estados dóricos.
    • Manutenção de túmulos familiares em terrenos murados ou propriedades rurais.
  • O túmulo é considerado um local sagrado onde gerações posteriores adoram as almas dos antepassados.
    • Colunas funerárias, árvores e bosques circundando o túmulo como refúgios agradáveis para as almas.
    • Oferendas de libações de vinho, óleo e mel iniciadas no momento do funeral.
    • Sacrifício de animais como bois e ovelhas, por vezes proibido ou limitado por leis como as de Sólon.
    • Banquete fúnebre realizado pela família após ritos de purificação.
    • Presença invisível da alma do morto como anfitriã do banquete.
    • Costume de proferir apenas elogios ao falecido por temor à sua presença.
    • Refeições oferecidas no túmulo no terceiro e nono dias após o funeral.
    • Encerramento do período de luto no nono dia em geral, ou no décimo primeiro em Esparta.
  • O dever de cuidar da alma do falecido estende—se além das cerimônias imediatas por meio de ritos recorrentes.
    • Oferenda de coisas costumeiras pelo herdeiro como dever mais sagrado.
    • Banquete tradicional dos mortos no trigésimo dia de cada mês.
    • Celebração anual nos Genésia, no aniversário do morto, importante para a psique do falecido.
    • Inexistência de abismo intransponível entre a vida e a morte na concepção familiar.
  • Festivais públicos em Atenas, como os Genésia e os Nemésia, homenageavam coletivamente as almas dos mortos.
    • Antestéria como principal festival dos mortos na primavera, época em que as almas subiam ao mundo dos vivos.
    • Dias de impureza inadequados para negócios, com templos fechados.
    • Uso de medidas de proteção como mastigar folhas de espinheiro e passar piche nos umbrais das portas.
    • Oferendas individuais de cada família aos seus próprios mortos.
    • Sacrifício de vegetais cozidos e sementes no dia das Chytrai, dedicado a Hermes como guia dos mortos.
    • Entretenimento doméstico dos fantasmas seguido de expulsão ritual ao fim do festival.
    • Uso da fórmula Begone ye Keres para despedir as almas, preservando um nome primevo esquecido por Homero.
  • O culto aos ancestrais assemelha—se à adoração de divindades e heróis, distinguindo—se pela limitação do círculo de adoradores pela natureza.
    • Evolução do culto em direção à piedade e intimidade em períodos de civilização avançada.
    • Representações em frascos de óleo fáticos mostrando o adorno de monumentos com coroas e fitas.
    • Oferendas de objetos de uso diário, música, bolos e frutas sem derramamento de sangue.
    • Relevos arcaicos em Esparta mostrando o morto em atitude inspiradora de temor e tamanho superior aos vivos.
    • Oferendas de flores, romãs e sacrifícios de animais queimados integralmente para o submundo.
  • O culto material fundamenta—se na premissa de que a alma é capaz de receber e necessita de satisfação física.
    • Capacidade de percepção sensorial da alma mesmo no túmulo.
    • Recomendação de silêncio ao passar por túmulos para não atrair atenção.
    • Crença popular de almas flutuando sobre os túmulos, representadas como pequenas figuras aladas em vasos.
    • Visibilidade ocasional das almas sob a forma de serpentes.
    • Visitas das almas às antigas habitações fora dos dias festivos.
    • Proibição legal de linguagem abusiva contra os mortos para evitar a ira de espíritos potentes.
  • As almas são tratadas como poderes invisíveis e pertencentes à classe dos abençoados, capazes de auxiliar ou prejudicar os vivos.
    • Busca de ajuda das almas para prosperar os frutos da terra e auxiliar no nascimento de novas vidas.
    • Libações aos ancestrais em casamentos para garantir fertilidade.
    • Tritopatores como almas de ancestrais invocadas em celebrações matrimoniais.
    • Conexão entre almas libertas e espíritos do vento ou do ar em fragmentos de crenças antigas.
  • A sorte da alma é determinada pela natureza do culto prestado pela família sobrevivente, criando uma dependência do morto em relação aos vivos.
    • Divergência total em relação ao pensamento homérico de almas banidas e isoladas em Hades.
    • Distinção das crenças de mistérios onde o mérito religioso ou moral garantia a posição na vida futura.
    • Direito de toda alma ao cuidado atento da família, independente de feitos em vida.
    • Preocupação com o estado futuro da alma levando à criação de fundações ou legados em testamentos.
    • Adoção como meio original de garantir a continuidade do culto por quem não possuía filhos biológicos.
    • Discursos de Isseu como prova do sentimento profundo da burguesia ateniense quanto ao cuidado das almas.
  • A família é a raiz da crença na vida futura da alma, sendo os ancestrais considerados os deuses particulares do grupo familiar.
    • Adoração familiar dos mortos como raiz religiosa possivelmente mais antiga que o culto aos deuses do estado ou heróis nacionais.
    • Subsistência dessa crença à sombra dos grandes deuses mesmo com o aumento do poder estatal.
    • Ausência de equivalente exato ao Lar familiaris italiano entre os gregos.
    • Bom Daimon como espírito de antepassado tornado protetor da casa, embora o sentido original tenha sido esquecido.
  • O reavivamento do culto às almas no período pós—homérico variou conforme as regiões e regimes políticos da Grécia.
    • Culto praticado com maior pompa sob regimes aristocráticos.
    • Tendência à piedade afetuosa em Atenas com a expansão da democracia.
    • Manutenção de noções mais sérias sobre espíritos em Lacônia e Beócia devido à preservação de costumes primitivos.
    • Enfraquecimento do culto em locais como Lócrida e Ceos.
    • Surgimento de dúvidas teóricas sobre a sobrevivência da alma em oradores e filósofos, coexistindo com a prática do culto.
    • Persistência do culto mesmo entre descrentes, como exemplificado no testamento de Epicuro.
  • O oráculo de Delfos desempenhou papel decisivo na renovação do culto aos mortos e na proteção dos direitos das almas.
    • Ordens divinas para sacrifícios aos mortos em dias determinados após portentos celestes.
    • Consulta aos Exegetai em Atenas para questões de direito sagrado sobre os falecidos.
    • Confirmação da santidade do culto pelo deus contribuindo para o temor reverencial dos vivos.
  • A mudança nas crenças sobre os mortos é evidente no tratamento de casos de homicídio e na evolução da vingança de sangue.
    • Ausência de intervenção estatal no homicídio durante o período homérico, sendo dever dos amigos e parentes a vingança.
    • Possibilidade de compensação financeira no período homérico, indicando enfraquecimento da crença no poder da alma da vítima.
    • Concepción homérica da alma como sombra fraca sobreposta a uma visão mais antiga de alma sensível e influente.
  • A justiça ateniense transformou o dever da vingança de sangue em processo legal, mantendo o laço religioso entre o parente e o morto.
    • Dever exclusivo do parente mais próximo em processar o assassino sob o código de Drácon.
    • Crença de que a alma da vítima de violência vaga sem descanso e com raiva até ser vingada.
    • Alma do morto como espírito vingador capaz de afetar gerações.
    • Proibição estatal da justiça pelas próprias mãos, substituída por tribunais que consideram o desejo de vingança da alma.
    • Cessação do poder do espírito do morto nos limites das fronteiras do país em caso de exílio voluntário do assassino.
    • Punibilidade do homicídio involuntário por banimento temporário, dependendo do perdão dos parentes em nome do morto.
    • Satisfação da alma da vítima como objetivo central da punição do assassino.
  • O caráter religioso do julgamento de homicídio é reforçado pela sede no Areópago e pela conexão com as deusas da maldição.
    • Juramentos em nome das Erínias e sacrifícios às deusas por aqueles que eram absolvidos.
    • Erínias como daimones formidáveis que surgem das profundezas para vingar crimes dentro da família.
    • Atuação da Erínia de pais assassinados para perseguir o próprio filho que deveria ser o vingador.
    • Origem das Erínias ligada diretamente à alma do homem assassinado, indignada com seu destino.
  • O processo criminal por homicídio era essencialmente um ato religioso de purificação e expiação para satisfazer poderes invisíveis.
    • Necessidade de purificação mesmo em casos de homicídio justificável para restaurar a limpeza ritual perante a comunidade.
    • Uso de ritos de expiação similares aos sacrifícios para deuses do submundo como Zeus Meilichios.
    • Influência de Delfos nos detalhes da purificação, exemplificada pelo próprio mito da purificação de Apolo.
    • Papel dos Exegetai como administradores oficiais do ritual de expiação em Atenas.
  • A convicção na existência contínua e no poder das almas dos assassinados alcançou o status de artigo de fé em instituições políticas e religiosas.
    • Uso do terror e temor às almas em discursos de tribunais por Antífona.
    • Mitologia fantasmagórica em torno de almas incapazes de encontrar descanso.
    • Sobrevivência de costumes selvagens materialistas sobre a vingança da alma.
    • Culto às almas como principal fonte da crença popular em uma vida após a morte, fundamentada no poder ativo dos que sofreram injustiça.
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