VIAJANTES
GORDON, Pierre. Le Mythe d’Hermès. Paris: Arma Artis, 1984.
Hermes, patrono dos viajantes
Por uma tríplice via, o deus dos iniciados tornou-se o deus viajante (Hoditès), e o deus dos viajantes Enodios (= aquele que se encontra nos caminhos, o protetor das estradas): em primeiro lugar, confundiu-se, como se viu, com os hermai, isto é, com os montes de seixos e os marcos colocados nas encruzilhadas e ao longo dos caminhos; em segundo lugar, guiava os neófitos rumo ao mundo subterrâneo e os trazia de volta; em terceiro lugar, era o mensageiro da Grande Montanha.
Como deus viajante, portava o chapéu dos viajantes e das pessoas do campo: a saber, o pétaso, chapéu pontudo, de abas largas, que uma brida permitia lançar para trás e deixar sobre as costas. Acrescentaram-se-lhe ainda, ulteriormente, duas pequenas asas, esse chapéu, bem como as botinas do deus, a fim de assinalar a rapidez transcendente de sua corrida. — Não se crê que Argeiphontès se refira a essa velocidade sobrenatural. Como já foi indicado, a palavra quer dizer, segundo se pensa, assassino de Argos, e não Aquele que dá prova de rapidez.
